Mas que propostas são estas?

 


 


Se a proposta do ME passar no dia 30 de Dezembro, e se fizermos as contas verificamos que alguém anda a brincar com os sentimentos e a bolsa dos professores. Ninguém gosta de passar de "cavalo para burro" ou dizendo de outra forma, ninguém gosta que lhe chamem “palerma”, mas se houver acordo, o que se dirá dos professores?

Então, vamos fazer as continhas…

Até aqui, o que é que acontecia?

. Em 100 Prof., 70 chegavam ao índice do

. Em 100 Prof., 30 tinham hipótese de chegar ao topo.

Agora, o que se propõe?

. Em cada 100 Prof., 80 passam do para o escalão (80%)

. Dos 80 Prof. que passaram ao escalão, só 40 chegarão ao escalão (50%)

. Dos 40 Prof. que passaram ao escalão, apenas 12 passarão ao escalão(30%)

. Destes 12, só alguns chegarão ao topo.

A tudo isto, é necessário ter em conta as cláusulas da transição

Quem estava no índice 245, ao fim de 6 anos, passava ao índice 299

Agora, que está no índice 245, se transitar ao 7º escalão, transita ao índice 272, ao fim de 4 anos e ao índice 299, ao fim de 8 anos (2 a mais do que anteriormente), mas estes serão uma percentagem muito baixa, serão os tais 12 dos 100.

Alguém de bom senso acredita que esta proposta é melhor que a anterior? Quem irá assinar um acordo destes?

Comentários

  1. Assim é fácil de ver o que realmente é proposto. Também não entendo como se pode chamar a isto uma proposta de melhoria.Asim não...

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  2. Agostinho:

    Não tenho nada contra os professores, aliás tenho alguns professores na família, inclusivé irmã e cunhado.
    Mas o que me parece agora é que a luta toda que os professores fizeram neste último ano só tem a ver com a carreira ou "avaliação" e com os €€€ que podem vir a ganhar com isso!
    Estive a ler o documento de um dos sindicatos e com os 30 pontos que eles achavam essenciais para se chegar a 1 acordo: só falam em carreira/escalões e em €€€!
    Isso deixa-me bastante entristecido e desiludido. Tantos protestos, manifestações para isso?

    E então a indisciplina crecente na escola?
    E então a falta de respeito do aluno pelo professor e escola?
    E então o facilitismo em que se vive?
    E então a questão dos programas e da sua qualidade?
    E então a questão da sobrecarga pós aula dos professores?

    Sinceramente estou desiludido...

    Cdt,
    DA

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  3. Viva David;
    Quanto às questões que colocas e a forma como está a ser conduzida a negociação entre sindicatos e Ministério, poderemos começar pelo que te deixa triste que são os €€€€, pois muito bem, é uma forma de dignificar a carreira e sabes porquê? Porque se a carreira for atractiva monetariamente podes crer que irão para lá os melhores. Se pelo contrário e como quer o ministério a carreira de professor ser pouco atractiva, quem achas que irá para professor? Como se pode supostamente prever só irão aqueles que são excluídos de todo o mercado de trabalho, que não têm para onde ir. Não será de certeza com uma massa de pessoas descontentes e sem perfil para professor que irão melhor as coisas no reino da educação. Se tivermos bons profissionais teremos de certeza qualidade no ensino. Neste momento o que poderia acontecer é teres professores a reformar-se com um vencimento de 800€ (repara que é em final de carreira, ao fim de 40 anos de serviço) e se fores a descontar o que têm de descontar, o professor terá que arranjar um novo “trabalho” o de pedinte.

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