Finalmente acabou..ano letivo 21.22 dificil!
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Até que enfim! Oficialmente de férias. Parece que nunca mais acabava este ano letivo 21.22 sem rumo. Ano escolar complicado e para mim dos mais difíceis destes quase 43 anos de serviço.
Complicado por ser um ano de indefinição, com regras híbridas devido ao momento de Pandemia que se passou e que para muitos ainda está a passar por causa do Covid 19. Alunos e professores com máscaras, aulas técnicas/práticas fora do seu habitat natural, regras pouco claras sobre o assunto, manutenção dos exames e provas do ministério da educação, mesmo sabendo das dificuldades da maioria das escolas que mantinham as regras e cuidados a ter com o COVID 19. Havia escolas que já se regiam pela normalidade outras mantinham as regras da pandemia e todos aqueles cuidados que se devem ter o que levou a diferenças acentuadas nas aprendizagens essenciais e na socialização dos alunos. Mas as provas e os exames eram os mesmos para todos.
Para mim dos mais difíceis, devido aos problemas de saúde que me atormentaram. A culpa foi da máscara, do esforço que fazia para falar porque tinha que a usar perante os alunos com a agravante de salas não próprias, sem condições de trabalho, o que levava a um aumento do ruido e à perturbação do melhor ambiente de trabalho. Consequências: respiração deficiente e muito esforço para falar originando uma hérnia no ventre e problemas na visão. A agravar a situação houve também uma perturbação no "sótão" que fez das suas e ainda não totalmente curado.
Pela primeira vez e aos 64 anos tive que recorrer à falta através de atestado médico.
Apesar da minha debilidade física, o sistema, diga-se ministério da educação, não me deixa ir embora sem penalização muito acentuada. Para quem tem 65 anos de idade e quase os 43 de carreira ainda querem aplicar o fator de sustentabilidade? Não, não aceito! Ainda se fosse penalizado só pela idade que falta, aceitava, assim não! Não posso ser punido por já ter cumprido a missão que me foi incumbida aquando da longínqua assinatura do contrato.
Sendo o último ano de trabalho, talvez meio ano, não me dispensam da componente letiva…e esta hein! Perguntei ao sindicato e a resposta é que essa lei foi extinta.
Para que fique bem claro: também não me deixam recorrer à meia jornada de trabalho, não me deixam entrar em pré-reforma, não deixam fazer um acordo amigável, nem me deixam pedir licensa sem vencimento por meio ano.
Pró ano há mais.
Boas férias.
Bisbilhotices
Palavras para quê? Está tudo dito, de forma clara, tal e qual.
ResponderEliminarE como eu compreendo bem a revolta do meu amigo Agostinho, mesmo não sendo professor, comum a milhares de trabalhadores.
Da minha conta foram quase 40 anos... tendo preferido a penalização e aproveitar ao máximo algum tempo extra que me foi "concedido", após ter sobrevivido a uma situação de saúde muito grave.
Sem apoios de espécie alguma (novo para a reforma, velho para trabalhar e "rico" para o fisco) a melhor opção foi mesmo reformar-me, antes que o andar de cima ficasse pior ou a máquina parasse de vez.
Força amigo, vamos lá aguentar mais um pouco, mas com muito cuidado e muita atenção, porque o que eles querem... o que eles querem sabemos nós bem o quê,
Grande abraço!
Vamos ver no que isto dá amigo Alberto . A idade não perdoa. Gr. Abraço e boas férias
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