Que solução para os Manuais Escolares Gratuitos?
Muito se tem falado na reutilização dos manuais escolares que a ser bem aplicada seria uma medida que trataria todos por igual, iria melhorar o rendimento das familias e o ambiente agradeceria por milhares de árvores serem salvas.
Acontece que principalmente os manuais escolares do 1º ciclo da forma como são concebidos não parece ser possivel reutilizá-los. São manuais que tem espaços para os alunos fazerem os exercícios, espaços para colagens e pinturas e por mais que se apague com a borracha ficam sempre as marcas e muito sujos de tentar apagar o lápis. Fica a responsabilidade a cargo dos professores que recebem os manuais dizerem se pode ou não ser reutilizado! Ou se deixava passar e os alunos tinham um manual já com os exercicios feitos além das pinturas ou dizia-se que é não reutilizável e aqui o encarregado de educação teria que pagar o preço da capa. Os encarregados de educação indignaram-se que não é justo os filhos, eles, serem penalizados por cumprirem o que os professores diziam e o que o livro indicava, ou seja, por estudarem e fazerem os trabalhos de casa! Pergunta-se, existe alguma justiça nisto? Também se pergunta, é justo os alunos terem um manual para estudar já utilizado e com os exercicios resolvidos? Claro que não diz- nos o bom senso!
Depois duns contatos com os responsáveis do IgeFe (GeSedu) lá encontramos uma forma de satisfazer ambas as partes.
Também não é só criticar, porque considero uma medida muito relevante para as familias, e ainda hoje, dia das matriculas e renovações na escola, uma mãe com três filhos matriculados abeirou-se de mim e disse: foi a melhor medida até hoje atribuida pelo Ministério da Educação, como a compreendo!
Assim, para que os alunos continuem a usufruir desta medida, deixo uma possivel solução para os manuais escolares gratuitos:
Os manuais deviam ser concebidos por ciclo ou bienais no caso do 1º ciclo. 1º e 2º anos o mesmo livro, 3º e 4º anos também, depois 5º e 6º anos por ciclo e 7º, 8º, e 9º anos por ciclo. O secundário poderia ser anual devido ás carateristicas do ensino.
Assim, atribuia-se o manual ao aluno e ele era responsável até ao final do seu ciclo. Se estragasse tinha que se sujeitar a comprar outro. No final de ciclo todos eram obrigados a entregar o manual.
Ficavam todos a ganhar, com exeção talvez das editoras e livreiros que “talvez” não gostassem da ideia.
Bisbilhotices
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