Novo ano com velhos costumes.
Novo ano, novas ideias, novas promessas..o tanas!, é que são novas. Ouvindo os nossos governantes ou os nossos políticos a falar, verificamos que tudo ficou na mesma. Ideias novas, nenhuma, promessas as mesmas de sempre. Como diz o primeiro-ministro, Passos Coelho e cito, “Este será o primeiro Natal desde há muitos anos em que os portugueses não terão a acumulação de nuvens negras no seu horizonte”, mas depois acabado o ano e logo no primeiro dia do ano, todos os jornais abrem com novos aumentos, principalmente a começar na gasolina e gasóleo. Aumentos da eletricidade, aumentos do gás, aumento dos transportes, aumentos na alimentação, estão na forja mostrando que nada mudou. Tudo continua na mesma. Saiu a Troika ficou o seu rasto e dificilmente nos vamos livrar dele.
Os sacrifícios são para manter, é o que dizem, mas só para alguns, porque donos de bancos e de grandes empresas, podem levá-las à ruina, que nós cá estamos para pagar a sua gestão danosa. Há quanto tempo isto dura? É novo, não. Novo é o ano mas com velhos costumes.
Depois fala o presidente da República, Cavaco Silva, acautelando os políticos para as promessas que fazem. Pois bem, entramos num ano de eleições e as promessas vêm aí, começando por aquela que abriu telejornais das TVs, neste 1º dia do ano “ aos funcionários públicos vai ser reposto no seu vencimento 20% do corte”. Para a maioria dos portugueses a forma como é dita leva a muitos enganos e julgam que estes vão ser aumentados 20% em relação ao resto do país, mas não, é 20% daquilo que já lhes foi cortado.
Ora isto, não passa de campanha enganadora para uns e intencional para outros, mas em altura de eleições, apesar dos avisos do PR, nada se alterará, virão as promessas e como todos os outros será um Ano Novo com velhos costumes.
Bisbilhotice semanal 4
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