Nas escolas.. as papeladas continuam
As queixas nas escolas continuam com as papeladas que é preciso aprontar para um simples exame. A última grande consumição que preocupa e muito os professores é o preenchimento e atualização dos documentos dos alunos das necessidades educativas especiais para inserir numa plataforma eletrónica, disponibilizada pelo Ministério da Educação, que vai informar o ME dos alunos NEE que podem e em que condições vão fazer os exames finais ou provas de equivalência.
São todos os alunos dos 4º , 6º e 9º anos e ainda secundário que estejam nestas condições que vão ser inseridos nas respetiva plataforma.
O grande problema é que esta inserção de documentos é feita pela 1ª vez e num prazo diminuto que tem dado voltas à cabeça principalmente dos Diretores de Turma e dos professores das necessidades Educativas Especiais. Outro problema é a plataforma disponibilizada pelo ME, na minha opinião muito primitiva, com muitas falhas e pouco acessível.
Além disso, os diretores de turma tinham documentos muito bem elaborados com grelhas e imagens para facilitar a compreensão e a leitura dos respetivos documentos, e como todos sabem as tabelas/grelhas e imagens pesam num documento em termos de kb, tendo o ministério limitado a inserção dos mesmos a 3 Mg, o que originou um pandemónio a fazer reduções, ou seja, novas digitalizações com menos resolução e mesmo assim não se consegue passar duns 25 Mg para 3 Mg como está acontecer.
Como em todas as profissões há quem se desenrasque sempre e da melhor forma, como seja partir o documento em 6 ou 7 vezes e enviá-lo assim como parte I, parte II, parte III, etc.
Os últimos dias da semana que passou foi assim a vida dos professores nas bichas das bibliotecas das escolas, onde existem os computadores para poderem aprontar os seus documentos. A plataforma encerra dia 31 de março e a partir daí só o que o ministério quiser.
Isto só nos alunos NEE que vão fazer exames finais ou provas de equivalência e se contarmos com os outros imagine-se o trabalhão que dão os exames e estas provas.
Se fosse só ensinar ou a preparar os alunos para a vida, tudo bem, agora as papeladas e estas birras do ME é que consomem os professores. O professor sofre…
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