Megas - A bomba explodiu nas nossas mãos.


 


Está confirmado que o Agrupamento de Escolas da Lajeosa do Dão vai deixar de existir como agrupamento e passar a pertencer a um Mega de Tondela. Dependendo da reorganização da reforma da administração local, até a escola poderá desaparecer e os alunos serem encaminhados para outras escolas.


São 42 professores e 35 assistentes operacionais e assistentes técnicos que hoje receberam a notícia como se de uma bomba se tratasse. Pensaríamos nós que só acontece aos outros e aqueles que pensavam “desde que não me afete a mim com o mal dos outros posso eu”, acabou, e acabou com o estrondo da noticia nas suas mãos.


Hoje a escola não parecia a mesma, faltava a alegria no trabalho, o silêncio era mortal e as conversas de orelha a orelha eram sobre as preocupações de um futuro nada risonho.


No rosto estampado de cada um notava-se a tristeza e amargura de quem tudo fez para que a escola fosse um local de referência, um lugar acolhedor, um lugar aprazível e de integração, um lugar onde todos se sentiam bem.


Esta forma de governar, olhando só para o que se pode poupar nada tem a ver com qualidade de ensino. Quando chegamos ao top nos rankings nacionais, desaparecemos como agrupamento e vamos ser integrados noutro de maiores dimensões.


Somos uma escola pequena, isso é um facto, mas apesar de estarmos num meio rural e fora dos grandes centros, ficamos em 125º lugar no ranking nacional, a 1ª do concelho de Tondela, a 3ª do distrito de Viseu entre as públicas e a 6ª do mesmo distrito entre públicas e privadas.


Costuma-se dizer, quanto mais se sobe mais custa a cair ou maior é o tombo. É bem verdade e doi, por tudo que se lutou e por tudo o que foi feito em prol da escola. Não deixaria saudades se fosse o contrário.


A escola sede foi inaugurada a 6 de Setembro de 1991, é uma escola com ótimas condições, bem apetrechada e é pena que deixe de existir. Foram 20 anos que não mais serão esquecidos.


Acaba assim um Agrupamento que era uma mais-valia para o meio, que revelou excelência no tratamento aos seus alunos e que foi um palco ao longo de duas décadas de partilha entre alunos/professores e funcionários.


 


Ver Mega-Agrupamentos..a bomba!.


Ver Mega-Agrupamentos...A luta perdida..


Ver Mega-Agrupamento...Rumores!


Ver Mega-Agrupamentos...Porquê??


Ver Mega-Agrupamentos..Para quê??


Ver Mega-Agrupamentos...Machadada final!.

Comentários

  1. Depois de 20 anos de um trabalho sério, objectivo e articulado entre todos os ciclos e anos de ensino, chegamos a este triste cenário!
    Mais valia que tivessemos sido medíocres:
    Que não tivessemos investido na gestão curricular de uma forma apropriada aos nossos alunos;
    Que não tivessemos lutado pela inclusão da escola no meio;
    Que não tivessemos trabalhado com vista um projecto educativo próprio, coerente e ajustado às realidades e aos contextos socio-económicos, culturais e sociais do meio...
    Que não tivessemos lutado para ter os excelentes equipamentos e recursos materiais que temos;
    Que não tivessemos investido na formação e na aprendizagem continuada dos nossos parceiros educativos (professores, assistentes operacionais, pais/famílias/comunidade);
    Que não tivessemos investido na literacia e na elevação cultural deste meio;
    Que não tivessemos concorrido a excelentes projectos nacionais e estrangeiros (que ganhámos com mérito);
    Que não tivessemos obtido os excelentes resultados visíveis ao nível da listagem das escolas no Ranking, nem nos testes intermédios ao nível das várias disciplinas.

    Neste país, o mérito não é valorizado, não se apresentando uma visão clara e continuada do que deve ser a escola e no apoio que a mesma deve dar às famílias!!!

    Lastimável!







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  2. Concordo contigo Lúcia Almeida;
    o Mérito não é reconhecido e o poder económico prevalece sobre qualquer mérito. Podia-se recorrer a poupanças nessas gorduras do estado que eles não querem ver e que os outros vêm.Não vêm porque são afetados. Mas não, corta-se na educação que é o mais fácil e extingue-se escolas sem qualquer critério, mesmo que a escola seja um polo de atração do meio e fixação das gentes nesse meio.Tenha a escola qualidade ou não o que interessa é poupar. Mas é errado e o critério de qualidade devia prevalecer sobre qualquer critério de poupança. Neste caso além da continuação duma escola com qualidade e com ótimos recursos seria bom para combater a desertificação do interior que muitos condenam mas que nada fazem para isso.

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