A quem andam a enganar?
Sempre fui cauteloso quando ouvia o primeiro-ministro dizer certas coisas e depois não se confirmavam, chegando até acreditar que o Engº Sócrates tinha uma obsessão para dizer o que todos os outros contrariavam.
Mas se muito se denegriu a sua pessoa quando as coisas não saíam conforme ele acreditava, é bom que se lhe dê valor quando acerta nas previsões de melhoria para Portugal contra as maiores cabeças pensantes do mundo da economia.
“Portugal cresceu 0,4 por cento no terceiro trimestre face aos três meses anteriores e 1,5 por cento face ao período homólogo, segundo a Estimativa Rápida do Produto Interno Bruto (PIB) divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE”.
“O Ministério das Finanças já garantiu que os números do crescimento da economia no terceiro trimestre "reforçam a justeza da revisão em alta do crescimento apresentada pelo Governo".
Bem.. se isto se confirmar no 4º e último trimestre, quer dizer que todos os analistas, economistas e outros istas, portugueses e estrangeiros se enganaram e só José Sócrates e o seu Governo é que tinham razão!.
Ninguém acerta nas previsões para Portugal e a grande maioria dos economistas de renome nacional e internacional visionaram uma descida no crescimento da economia portuguesa. Todos erraram e só José Sócrates contra tudo e todos, esgrimiu as suas armas contrapondo as teorias derrotistas, e os dados actuais do INE parecem confirmar a sua visão, dando-lhe razão vencendo esta primeira etapa.
Quando os economistas, nomeadamente portugueses, parece que não ficaram contentes com dados positivos da economia Portuguesa, são chamados a analisar a situação, começam por gaguejar e dizer que estes ainda não são dados fiáveis e que não podemos supor que vai haver crescimento do PIB.
Pois é..mas quem paga é o Zé Mexilhão que esgravata, esgravata e sempre debaixo da pata.
Para Portugal, foi um engano terrível que muitos se estão aproveitar, nomeadamente essas empresas de “rating” que se baseiam na especulação e na mentira para fazer a sua avaliação e castigar os países mais débeis, lucrando muitos milhões com isso.
Para uma Alemanha que em vez de proteger os países do euro, como uma boa irmã, quando propõe medidas é sempre um descalabro e quem paga são aqueles que apesar de terem razão não têm voz que chegue para impor o seu valor.
Quando as economias do euro deviam ser solidárias com as suas parceiras para que juntas consigam fazer frente a outras economias poderosas, vem sempre ao de cima o espírito do predador, acabando os mais fracos por serem comidos pelos mais fortes.
É o mundo dos Pinóquios “fala-barato” com análises de algibeira e do desenrasca sem olhar a dente.
Desta vez estou do teu lado José Sócrates…
Obs: O "rating" é uma opinião sobre a capacidade de um país ou uma empresa saldar seus compromissos financeiros.
"Arte por um Canudo 2"
Por causa do rating, andamos nós a levar no ..... enqianto a china vai limpar milhões.
ResponderEliminarAgostinho, estes dados são apenas conjunturais, infelizmente. Resultam do aumento das exportações, coisa q nem Socrates previa. Mas ele tb já n prevê nada, apenas quer respirar.
ResponderEliminarEstão directamente relacionados c o aumento de vendas de alguns dos nossos exportadores, como a AutoEuropa, p países como a Alemanha ( q, quer queiramos quer n, é a única verdadeira alavanca da Europa...).
São resultados q n dão nada a Portugal, se descontarmos os trabalhadores de algumas (e só algumas) dessas empresas de direito e sede n portugueses. O PIB cresce ficticiamente, pois essa riqueza, ou o seu esmagor quinhão, n ficam cá nem geram riqueza por cá.
A realidade é o número de pessoas que ficaram desempregado na semana passada, a entrevista do amigo pessoal do PN, o ministro Amado, e a continuação dessa entrevista à laia de resposta aos jornalistas dada por esse mesmo PM. Infelizmente.
Pois Miguel...de qualquer forma é um aumento não previso do PIB e essa é a realidade.Os analistas não contavam e ficaram surpreendidos com excepção de Sócrates que sempre acreditou nesta previsão.
ResponderEliminarTambém é verdade polittikus, mas a China ao menos vai dando uma ajuda, enquanto os nossos amigos a quem nós veneramos fogem. Até nos engolem só para salvar os seus interesses.Bom Domingo. Gr. abraço
ResponderEliminarPois, Caro Amigo Prof....
ResponderEliminarAs duvidas que coloca são as mesmas que muitos outros colocam e são pertinentes.
Mas, sabe, este tipo de questões há sempre duas formas (pelo menos) de as discutir. Uma política e partidariamente e a outra política e tecnicamente. Em Portugal existe a cultura da primeira e o mais grave é que normalmente por gente que pouco sabem de economia (como eu !). Por isso o país está como está, quase ingovernável...e as suas dúvidas batem no âmago da questão ou seja, a credibilidade! Já não é apenas do PM -são todos os políticos em geral- e, por mais estranho que pareça, todos eles não dão conta dos hari-kiri que a toda a hora cometem de uma forma quase sádica ... e nós com "carinhas" de arlequins...
Tive um professor, curiosamente de Economia, chamado Pedro Arroja, que dizia que o grande mal dos portugueses é a inveja (qual credibilidade qual PIB, qual déficit externo, qual carapuça) e que a culpa é da nossa formação histórica mui conservadora catolica, apostolica, romana (ele é que dizia!) em que consiste essencialmente numa quase patológica desresponsabilização...será que ele tem razão ?!
Já agora, quero dizer-lhe que, em jeito de brincadeira, ou talvez não, se diz que um economista é um tecnico que é pago para fazer previsões que (nunca) se concretizam... Para rematar há quem diga que muitos dos que opinam sobre economia lêm obras de grandes economistas, como o Dow Jones ...é apenas pra nos rir!
Para terminar, se me permite, diria que a tal subida "conjuntural" é a mesma que nos rege desde 2008, ou seja, tambem conjuntural. Senão, vejamos a evoluçao deste rácio desde 2001, á excepção do malfadado período de Santana Lopes (fins de 2002/2003), É ou nao conjuntural este período ? Sejamos claros. O PIB é um dos principais indicadores do potencial económicos de um país e representa a riqueza produzida normalmemte num ano...falamos de riqueza, se isso nao tem importancia...o resto enquadra-se no primeiro tipo de analistas.
Finalmente, as famigeradas e quase anonimas empresas de rating...seria interessante saber quem são, o que representam e os métodos usados de avaliação. Seria tambem interessante saber que tipo de dívida (agora chamada de "soberania") é a divida de Portugal, da Grécia, da Irlanda e de outros países para além da europa. Já agora, qual o papel da nossa banca neste contexto "desconjunturado"? Seria interessante saber.
Dizia o Amigo Prof Agostinho que este mundo é dos pinóquios, e diz bem ! Eu acrescentava: e dos financeiros que lucram fortunas sem produzir um prego e que a médio prazo levarão as economias á ruína!
Um abraço!
Rui Faria
Via Rui faria!..
ResponderEliminarPlenamente de acordo com esta análise Rui. Como diz o Rui à sempre duas formas de discutir esta questão e cito "Uma política e partidariamente e a outra política e tecnicamente". Como eu não faço parte da mesma, nem sou politico nem técnico, questiono como simples cidadão que vê nas TVs a reação a tudo isto.Gr. abraço Rui e que tudo corra bem nesse país (Angola) se é de lá que ainda está.
José Miguel;
ResponderEliminarAgostinho, estes dados são apenas conjunturais, infelizmente. Resultam do aumento das exportações, coisa q nem Socrates previa. Mas ele tb já n prevê nada, apenas quer respirar.
Estão directamente relacionados c o aumento de vendas de alguns... dos nossos exportadores, como a AutoEuropa, p países como a Alemanha ( q, quer queiramos quer n, é a única verdadeira alavanca da Europa...).
São resultados q n dão nada a Portugal, se descontarmos os trabalhadores de algumas (e só algumas) dessas empresas de direito e sede n portugueses. O PIB cresce ficticiamente, pois essa riqueza, ou o seu esmagor quinhão, n ficam cá nem geram riqueza por cá.
A realidade é o número de pessoas que ficaram desempregado na semana passada, a entrevista do amigo pessoal do PN, o ministro Amado, e a continuação dessa entrevista à laia de resposta aos jornalistas dada por esse mesmo PM. Infelizmente.
Agostinho Silva;
Pois Miguel...de qualquer forma é um aumento não previso do PIB e essa é a realidade.Os analistas não contavam e ficaram surpreendidos com excepção de Sócrates que sempre acreditou nesta previsão.
José Miguel;
Realidade: 850 mil novos desempregados em 5 dias. Realidades conjunturais n são p aqui chamadas.
Agostinho Silva;
O que se tem a certeza Miguel é que estes novos cortes ainda vão fazer mais mossa do que até aqui.
Prof. Agostinho,
ResponderEliminarA conversa é como as cerejas, não é ?... rs
Mas, deixe-me dizer-lhe uma coisa: imagino a angustia de um desempregado, da tristeza de quem sempre trabalhou e, de repente, deixa de fazer aquilo que sempre fez...até os hábitos se alteram, o que no ser humano é dramático. Mas como só isso não bastasse, não conseguimos economicamente criar condições para ajudar a superar essas dramáticas situações. E quando largamos um pouco mais os "cordões á bolsa", como está a acontecer este ano, o famigerado deficit orçamental dispara. E como os recursos são escassos, ainda por cima mal geridos, tudo isto fica dificil.
Infelizmente não é só em Portugal. Se os países do norte da Europa conseguem passar (+/-)bem por esta singular crise, mesmo assim há números muito altos e até estranhos. A Espanha com 20,5% de desempregado é uma loucura, mas a Alemanha só na ultima contagem é que reduziu para 6,8% e a França com 10,1%, a Finlândia (imaginem) com 8,5% ! Mas se seguirmos para os seus vizinhos, novos parceiros da UE, até assusta. Letónia 19,5%, Estónia 18,6%, Lituânia 18,2%, enfim, uma desgraça. Esperamos que seja conjuntural...
São apontados essencialmente três tipos básicos de desemprego. O desemprego conjuntural (raio de coisa, hemm ), provocado pela gestão da política económica ; o tecnológico, resultante dos processos de introdução de novas tecnologias, de técnicas organizacionais e de racionalização do processo produtivo; e o de exclusão, decorrente da desqualificação para o trabalho nos núcleos mais dinâmicos da economia. Caro Prof., como se vê anda por aqui muita "coisa" relacionada com a formação, a sua área, e de políticas que teimam a não engrenar .
Já agora, mesmo aqui, é preciso ter cuidado com o que se diz "850.000 novos desempregados em 5 dias" ...é obra ! Lapso justificavel, com certeza !
Um abraço!
Rui Faria
Rui;
ResponderEliminarSó agora reparei nessa do Zé Miguel. Ele quererá dizer 85.000. O que se dá por um lado para apoiar os mais desfavorecidos cresce por outro lado o déficit. É o dilema dum país em situação dificil, continuar ou não com os apoios sociais. Eu mandava o déficit às favas e continuava a apoiar quem precisa mas eu não sou governo e posso dizer coisas que não tenho a responsabilidade de fazer. Desempregados tecnológicos, por qualificação ou por conjunturas de má gestão, para mim todos eles que precisam de apoios e isso é o que o governo deve fazer. Gr. abraço Rui