Placas de Parada de Gonta

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Não quero ser saudosista! Já em tempos escrevi sobre estas placas. Só quero que seja preservado o património de Parada de Gonta! Tudo bem, dizem, isso é o que fazemos! Eu pergunto? As placas que assinalam Parada de Gonta, será que não fazem parte do património? Vamos então, à sua possível história.

Através dos contos de algumas pessoas mais idosas de Parada de Gonta, porque não existem registos, é assim enquadrada a possível época das placas que são anteriores a esta que está na imagem: Segundo essas pessoas, e algumas com 70 e 80 e mais anos de idade, dizem que as placas com a forma hexagonal (que foram substituídas por estas com a forma de um rectângulo que por sua vez estão a ser substituídas pelas de chapa), sempre se lembram delas e até os seus pais as referenciavam, o que leva a concluir que elas tinham pelo menos um século, e como Parada de Gonta foi elevada a freguesia em 1884, tudo leva a crer que essas placas sejam dessa altura. Possivelmente até Tomás Ribeiro se familiarizou com elas. Estas placas infelizmente desapareceram ou foram inutilizadas e substituídas pelas de forma rectangular há cerca de trinta anos, parecidas com as anteriores o que leva alguns  mais idosos a julgarem ser as mesmas.

 Actualmente, como sabem os Paradenses, existiam duas placas e seguindo a estrada nacional nº 337 (estrada que tem início em Parada), encontrávamos a primeira no início da aldeia e outra à saída da aldeia. Também diz a voz corrente, que estas placas assinalavam o povo, ou seja, o inicio e fim das casas de uma terra, e por isso esta placa que dava inicio a Parada de Gonta, teve como ponto de origem algures perto do cemitério, que era onde começava a construção das casas da aldeia, passando mais tarde para o inicio da estrada, onde hoje, deveria estar (mas que infelizmente desapareceu), restando uma a que está na imagem e que ainda se encontra no seu lugar, que assinala a saída da aldeia ou a entrada pelo outro sentido, de quem vem das termas de S.Gemil pela estrada nacional 337.

 A questão é esta! Não se deveriam preservar as placas actuais, que são autênticas obras de arte em relação às de metal! Já que as que remontam à nascença da Freguesia, desapareceram, então questiona-se porque não preservar estas! Estas placas são também o painel de divulgação e a imagem de Parada de Gonta, tendo até a Associação Cultural “Os Amigos”de Parada de Gonta, as adoptado como sigla do seu jornal.

Em tempos fiz um apelo ao Sr. Presidente da Junta de Freguesia para que investigasse o desaparecimento daquela que se encontrava no inicio da Freguesia, mas sei que já foi procurada mas ninguém sabe dela. É pena porque era um marco de referência de Parada de Gonta. O que se apela é que se preserve e conserve a actual porque é uma relíquia e  faz parte um pouco da história de Parada de Gonta.

 

Comentários

  1. A verdade,é, que quando entro em Parada de Gonta,a placa antiga alegra mais o coração.Lembra-me aquando do meu serviço militar,vinha os fins de semana à boleia,e que me deixavam a entrada da aldeia,era uma placa como essa que eu encontrava,mais ao menos 150 metros depois do cemitério.
    Acho bem que sejam guardadas,e não é por isso que somos saudosistas.
    Vai aquele abraço. Zé Carrapato

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  2. Concordo, consigo SR.Tavares!!!.O fado é antigo mas esta sempre na moda.
    De qualquer maneira, quando se contempla uma ou outra,para quem vive longe,faz falar o coração,e as saudades apertam.
    Tudo de bom para todos,e um abraço.
    Zé Carrapato.

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  3. Bom tema, Agostinho.
    Acontece o mesmo por todo o lado. Venham as placas de metal e vira-milho!
    É tudo o vil metal e mais nada. Já não há sensibillidade para preservar o que os antigos nos legaram. E algumas dessas heranças eram dignas de realce.
    Aqui em Leiria conto rapidamente uma história a propósito: na zona da actual fonte luminosa, mesmo no centro, no Rossio, como era antigamente, quando o rio Lis extravasava as margens e transformava a baixa de Leiria num lago. Circulava-se de barco e tudo, ainda me lembro. Havia lá uma placa alusiva a um poeta muito conhecido aqui na terra, José Marques da Cruz. Essa placa não era nenhum primor de arte de cantaria mas tinha azulejos e tudo. Vieram os do Polis e começaram a dizer que "aquela coisa" destoava do conjunto com modernos desenhos de chão e de de jardim. Que não mais agradáveis diga-se.
    Vai daí tiraram a placa que encimava uma espécie de uma mesa em pedra e mandaram-na para o estaleiro. A coisa está a azedar porque eu dei por ela e não me estou a calar. Andam à procura e não a encontram. Têem-me à perna...Não me conformo.
    Um abraço, Agostinho

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  4. SR. Antonio,foi um prazer ler o seu comentario sobre Leiria.Sou de Parada de Gonta,mas adoro a cidade de Leiria.Trabalhei la 6 anos na Tinturaria Americana, que ainda hoje existe no Largo da Sé.Quando eu para la fui,era na rua Barão de Viamonte, mais conhecida pela rua direita. Fui um dos primeiros socios da União de Leiria,fundada em 6/6/66.nessa altura tinha eu 12 anos,hoje ja ca cantam 57.Acompanhava a União para todo o lado,na altura em que havia a grande rivalidade com o Marrazes.Saudades do rio LIZ,do Marachão,da feira de Maio.Eu habitava na Pedreira, nos Marrazes em casa do meu tio que era na altura o proprietario da Tinturaria,onde à noite se via esse lindo castelo iluminado.Este Agosto fui la dar uma volta e almocei em casa do novo proprietario na Gandara dos Olivais,que por sinal é meu primo.Se um dia passar em Parada de Gonta,pergunte ao Agostinho onde mora o Zé Carrapato e venham juntosque serão recebidos de braços abertos.
    GR.Abraço.

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  5. Essa de ser património e não dar dinheiro tem os dias contados. Vivemos numa sociedade que o que tem valor é o que dá dinheiro e se não o dá meu caro podes reclamar e queixar-te a quem quiseres que ninguém te ouve. Continua porque ao menos vais dizendo algumas coisas que parecem estar esquecidas.

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  6. As requalificações que existem não passam de modernices só para gastos de dinheiros. Para justificar os gastos tiram tudo porque destoa e colocam mamarrachos que dizem ser obras de arte, que ninguém reconhece como tal. Só denunciando até que a vergonha seja um mal estar aos olhos dos outros é que se poderão repor a verdade.Força e não te conformes António.

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  7. Juntamente com o mau gosto e a falta de sensibilidade nestes casos até acredito na cor Carlos Tavares.

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  8. Amigo Zé Carrapato
    Saiba que estou ligado à casa "Pharmácia Paiva", ali mesmo ao lado da Tinturaria Americana, no meio os asdvogados e o Faria. Casei em 1968 com a filha de José Paiva, gerente do Teatro e encarregado do antigo mercado de Santana. Ainda ocupo o 1º andar com um escritório. O meu sogro morreu em 1994.
    Dou-me muito bem com o Snr. Nélson e a filha Paula.
    Já estou como diz o Agostinho: um dia chegará a oportunidade.
    Um abraço
    António Nunes

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  9. Como é que a magia da Net,faz lembrar coisas tão antigas!!!.Ja estou a ver tudo!!!.Em Agosto estive ai estacionado em frente,a espera que a filha do Nélson,a,Noémia me viese buscar.A Paula não a vi porque tinha ido para a praia.
    Se os vir por ai,dê-lhe um abraço do primo Zé Carrapato.Eu estou por terras de França mas vou a Portugal 5 ou 6 vezes por ano.Nunca esqueci o meu Cantinho.Estou farto disto.
    Agradeço imenso por ter respondido ao meu comentario,e ,temos que nos encontrar um dia em Parada de Gonta,para brindarmos mais uma amizade.
    Envio um Gr. abraço. Zé Carrapato.

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