O Regresso do Pinóquio VII

 


 


Pinóquio VII


Já muito se escreveu sobre ( Pinóquio I ), ( Pinóquio II , ( Pinóquio III ) e (Pinóquio IV), nome fictício dado ao aluno, que regressou e se vai arrastando novamente na escola sem regra nem lei.


Pinóquio é um aluno que vem de uma família desagregada e cuja família vive do rendimento de inserção social.


Pinóquio não pode justificar o seu ambiente familiar, para ser um aluno violento, cruel, mentiroso, larápio, sem princípios e perturbador do bom funcionamento da sala de aula. Tem todos os maus vícios que qualquer adulto sem princípios poderá ter: fuma, diz asneiras, faz chantagem com os colegas, traz utensílios proibidos para a escola e não respeita funcionários e professores.


Começa assim a sua primeira história em 25 de Outubro de 2006 e passados 2 anos continua na mesma.

Pinóquio em Junho de 2007, através de um mandato do tribunal foi para outra escola, com um currículo mais prático de acordo com as suas necessidades específicas a pensar na sua plena integração. Mas Pinóquio cresceu ao sabor do vento tendo como família os grupos que o ensinaram a desenrascar-se em certas situações. Não teme a lei nem aceita as regras da sociedade. Por isso, pinóquio na nova escola continuou a fazer aquilo que lhe apetece. Faltava às aulas, não acatava ordens de ninguém e até foi proibido de entrar em vários locais onde se situava a escola. Para ele tudo se podia comprar sem pagar. A escola e as grandes superfícies de comércio estavam em estado de alerta.


Quando houve oportunidade a escola para onde ele tinha sido enviado através do tribunal, recambiou-o novamente para a sua escola de origem.


É produto do meio e a escola da sua área de residência terá de o aguentar enquanto estiver dentro da escolaridade obrigatória. As instituições vocacionadas para estes casos que tanto apregoam a forma de lidar com estes alunos ficaram sem soluções.


Pinóquio agora está no seu meio e vive como peixe na água. Falta às aulas, salta a vedação da escola, fuma, bebe álcool, ameaça os mais novos, faz o que lhe apetece e nada o atemoriza.


Como é que o pinóquio tem dinheiro para estes vícios é que ninguém sabe mas é de desconfiar.


O mais grave é que já tem um seguidor e os dois juntos estão a deixar a pacata escola em estado de alerta.


 

Comentários

  1. Para um dia não ter surpresas,anda a estudar como se morre com uma bala entre os dois olhos.
    Quanto a ameaçar os mais novos,eles que não fiquem com o sentimento de inquietação,pois sempre se ouviu dizer que para grandes males,grandes remédios.Se não podem de uma maneira arranjam a maneira proporcionada.E estes remédios deviam ser administrados aos pais,para saberem dar educação ao filho.
    Aquele abraço do amigo Zé Carrapato.

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  2. Mas a culpa não pode ser só do Pinóquio... Também deve ter em casa quem o deseduque em vez de educar...
    Vamos começar a responsabilizar os pais, para eles verem como dói...
    Abraço

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  3. Os pais não são responsáveis porque nem se apercebem disso.Nem têm capacidades para educar um filho. Só os sabem fazer..

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  4. Viva Zé Carrapato!.. Ele só teme aquilo que lhe doi. Palavras para ele leva-as o vento. Com a GNR ele mesmo o diz, vocês não me batem nem me metem medo porque eu sou menor.Até brinca e faz de propósito para passear no carro da policia. Pena é que as instituições que deviam de tratar o caso antes que seja tarde, demitiram-se de arranjar uma solução. Dantes havia aquelas casa de correcção mas agora como são todos bons rapazes eá não são precisas, e é o que se vê. Gr. abraço

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  5. Como encarregado de educação de dois filhos (hj já grandinhos), só lidei com um "pinóquio" desses no 5º ano da minha filha mais nova. Toda a gente tinha medo dele, chegava andar armado com facas. Um dia, perdi a cabeça, fiz-lhe uma espera (tinha ameaçado a minha filha que entrou em choque e tive mesmo que a ir buscar à escola, perante a inoperância de professores, funcionários e até mesmo autoridade), esqueci-me que era um "puto" dei-lhe dois "biqueiros" bem dados, disse-lhe que eu ainda era mais "maluco" que ele e que o avisava para jamais fazer mal à minha filha, pois caso contrário eu podia ir parar à cadeia mas ele...bom...nem digo mais nada. O certo é que o "Pinóquio" à minha filha não incomodou mais e acabou mesmo por ser transferido. É óbvio que a transferência para outra escola não resolve nada, e na minha opinião estes casos deviam ter instituições próprias. E não venham com paninhos quentes...ai não sei...são crianças...e a liberdade...e os direitos. Deixemo-nos de hipocrisias e chamemos os bois pelos nomes e claro está, colocar na ordem os "paizinhos" chorosos que ás vezes também têm culpas no cartório.

    Desculpa amigo Agostinho o longo comentário e talvez uma opinião com pouca "psicologia"...mas eu sou mesmo assim.

    Grande abraço

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  6. Os pinóquios só o são porque nunca tiveram alguém que lhes desse um par de estalos bem dados. Á custa de serem uns coitadinhos não sabem o que é a educação. A vida não lhes custa e depois dão nisto.O govern tanto este como os outros todos têm culpa no sistema que se criou e acabaram com as casas de correcção porque achavam que para quem lá ia não merecia os castigos que aplicava. Estejam com falinhas mansas e vão ver se algum deles se aproveita.Quem faz aneiras merece ser castigado por elas. Desculpa também este desabafo.

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  7. Caro Agostinho, não consigo perceber como é possível que o caso do Pinóquio ainda se arraste, tudo na mesma. Como é que não há neste país nenhuma entidade de intervenção e apoio social que se ocupe do caso (e de casos como esse)? Por ser menor o menino não tem direito a fazer o que quer e a não ser punido, devia é ter direito a uma séria intervenção no sentido de o corrigir e de vir a integrar-se socialmente.
    Enfim... é triste!

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  8. Um lamentável caso da vida real e dos descaminhos que por vezes tomam. Uma desdita, produto desta época, mas também de todas as épocas, E as teias e amarras que impedem toda e qualquer solução, todo graças ao "coitadismo nacional", dos panos quentes e meios-termos, do laxismo que grassa. Mas também do sentimento de impunidade. É missão impossível recuperar que não quer e não pode ser recuperado e reinserido. Toda gente merece uma segunda oportunidade, uma terceira, uma quarta, quiçá a quinta, mas quantas mais? Haverá solução para tanto meio-termo e deixa andar? Lá vamos cantando e rindo, mesmo quando não é caso de rir. Boa semana com tudo de bom.

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  9. Tá tudo bem Aflores e deixemo-nos de cerimónias, porque o que este menino precisa é mesmo um susto dos valentes. Como ninguém se atreve ele lá vai fazendo das suas até encontrar um pai como tu. Só assim é que ele entra na linha, quando elas lhe começarem a doer. Nem GNR, nem instituições já o conseguem demover da sua má-educação. E porquê? Toda gente sabe...

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  10. Nem mais Santos. É mesmo do que ele precisa. Já em tempos alguém disse na tv e num debate parlamentar que alguns miúdos não são educáveis. Começo a acreditar.

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  11. As que há já não têm solução IC. Então ele por acção do tribunal foi enviado para outra escola e passado um ano já voltou novamente e o tribunal nada diz, apesar de todos os esforços da escola.Ninguém quer é saber. Falar e dizer como se deve fazer todos são bons mas quando elas lhes caem em cima verificam que a teoria nada tem a ver com a prática.A escola terá que o aguentar.Bjs

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  12. Viva Caro Jofre Alves!..Este caso é de puro laxismo. Ninguém quer cumprir a lei. É o deixa andar..até ser maior. Quando atingir a maioridade à primeira que faça e com o curriculo que já tem é logo engavetado. Parece ser o que todos estão à espera...Bom Fim de Semana.

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