
Não sou pessoa de andar a lamentar-me mas… quando existe exagero há que tomar alguma posição. Vem isto a propósito da organização do ano escolar e das posições dos sindicatos sobre a não inclusão nos horários dos docentes de horas para reuniões, sob pena de continuar a existir a marcação excessiva de reuniões, ultrapassando largamente o número limite de horas de trabalho de cada professor. Diz o Ministério que é uma capacidade de gestão de cada escola e dão a entender que as escolas fazem reuniões porque lhes apetece, por isso, não é preciso estipular horas para essas reuniões. Acontece que, desde que foi implementado este novo sistema do “simplex” tenho tido todos os dias da semana reuniões pós horário de trabalho. Algumas delas com entrada às 8.30 m para a função lectiva e depois para reuniões que começam quando acaba a função lectiva às 17.30 e chegam a acabar às 22 horas. É obra! Quantas horas se passam na escola? Alguns interrogam-se para quê tanta reunião? A justificação está na pilha de papéis que é preciso orientar e preencher de tantos procedimentos que existem devido à enormidade de legislação sempre a chegar. Só de ontem até hoje tenho três actas para fazer e como são rotativas é só imaginar as reuniões que são precisas. Também para aumentar este rol de reuniões e actas lembro que duma reunião de 6ª feira do Conselho Pedagógico passei o fim-de-semana a fazer uma acta enorme, porque tinha que a entregar ontem, 2ª feira. Ainda hoje, alguém pôs a hipótese de fazer a reunião ao sábado porque o calendário já está preenchido até meados de Julho e é com a máxima urgência esta reunião que acabou por surgir. Alguém tem que pôr cobro a isto!.
Se ao menos as reuniões fossem produtivas resultando delas melhor escola, melhor ensino e melhores aprendizagens dos alunos!... Mas suspeito que não é isso que acontece. Suspeito que o tempo não chega para a papelada, mas que a papelada só serve para esgotar os professores e tirar-lhes tempo para o importante, que são os alunos. Estarei enganada?
ResponderEliminarUm abraço, caro Agostinho. E força para, com outros, se vir a pôr cobro à burocracia!
Ena, Agostinho
ResponderEliminarÉ obra, como dizes. E dirá qualquer pessoa que esteja minimamente atenta a estas incongruências. Ou seja, temos uma coisa a que chamam oficialmente "simplex" quando deviam chamar era compliquexomania exacerbada ao limite elevado ao infinito.
Tanta informação e papelada (ou bits) para quê?
Façam-se coisas úteis. Trabalhe-se com os alunos, no terreno, e vão ver que os resultados vão notar-se a curto prazo.
Um abraço de solidariedade.
António
Concordo plenamente... Tantas reuniões, tantas horas para nada e esquecem-se do essencial - os alunos.
ResponderEliminarFica bem
Já lá vão os tempos em que se dava aulas e gostava-se do que se fazia. Naquele tempo quem sabia passava quem não sabia reprovava. Não havia destas maluqueiras de psicólogos, fichas, relatórios, tutores.Tudo era muito mais simples e com mais qualidade.
ResponderEliminarConcordo contigo e compreendo-te bem. Penso que, por vezes, o excesso de autonomia dá nisto: excesso de protagonismo por parte de quem está à frente das escolas. Temois Executivos mais papistas que o Papa...
ResponderEliminarEste pessoal deve andar a dormir para ainda não ter reparado que o sucesso aumentou exponencialmente. Deve-se a quê? Os professores de repente ficaram todos melhores professores? Os alunos ficaram todos inteligentes? Claro que nâo!! Os papéis e as reuniões é que operaram o milagre. Se não foi isso, então expliquem-me o que foi. Acontece um fenómeno destes e ninguém procura explicá-lo. É estranho! Ou então as pessoas sabem o que se passa mas não querem assumir. Eu é que não sei, porque as notas que eu dei ao 5º ano até ficaram abaixo da média dos últimos anos; no 6º subiram um pouco, mas dentro do normal, sem milagres!
ResponderEliminarOs resultados vão-se notar a curto prazo?! Mas então já não se notam? O sucesso nacional na prova de aferição de Português não foi 94%? O de Matemática não subiu para o dobro. Na Lajeosa não chumbaram apenas 2 alunos no 5º e 1 mo 6º? Diz que em Repeses nem chumbou ninguém no 5º? O que é que querem mias? será que os Portugueses nunca estão satisfeitos??!
ResponderEliminarOra aí está uma boa hipótese Manuel "Os papéis e as reuniões é que operaram o milagre". Para quê as aulas se as reuniões e os papeis podem melhorar as estatisticas da educação que enchem de orgulho toda a nação.
ResponderEliminarÉ verdade anónimo. Até os casos detectados como sendo de grandes dificuldades tiveram sucesso e não digo só na escola como também nas provas de aferição.. Foi pena aqueles três na lajeosa estragarem a estatistica dos 100%. Mas só não tiveram sucesso porque eles também nada fizeram para isso.
ResponderEliminarO anónimo sou eu, o Manuel, esqueci-me de assinar.
ResponderEliminarIsso parece-me uma descrição fiel do sistema de ensino do defunto regime Talibã. Digo isto não para tentar ser cómico mas com toda a seriedade possível.
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