Autonomia nas escolas, para quando?

Baseado num trabalho


Escolas/Agrupamentos construíram o seu projecto educativo na base do cruzamento de perspectivas e posições diversas (professores/as, alunos/as, pais, agentes da comunidade) na base do diálogo dentro da escola e desta para a comunidade.

Passados alguns anos sobre o Decreto-Lei 115-A/98 de Maio, existe a opinião generalizada dos professores, dos alunos, dos encarregados de educação, das autarquias, de especialistas na educação e também de alguns estudos sobre o caso de que a autonomia não funciona e só está no papel.

Se houve as condições necessárias para que a autonomia fosse realmente implementada nas escolas, então o que falhou?

É reconhecido por todos que a máquina do Ministério da Educação é tenaz e burocrática e não consegue desenvencilhar-se dos seus próprios tentáculos habituados ao poder. Sendo assim, não quer deixar que as próprias escolas decidam por elas, e então continuam a ser geridas pelos decretos-lei, despachos e circulares, ofícios e outros diplomas que de uma forma mais ou menos directa vão condicionando o modo de actuação das escolas / agrupamentos.

Também se reconhece que a falta de iniciativa e a falta de capacidade de tomar decisões da actual gestão das escolas é um facto evidente, não sabendo ou não querendo tomar outro rumo que não seja as orientações do Ministério da Educação, continuando-se assim com um seguidismo ao centralismo do Ministério da Educação.

Os órgãos que o próprio decreto – lei implementou como as Assembleias de Escola e os Conselhos Locais de Educação, nada fizeram para que essa autonomia fosse conquistada. É legitimo afirmar que as assembleias de escola ainda não sabem bem qual o seu papel e não passam de mais um órgão decorativo das escolas. Também é reconhecida a sua dificuldade para reunir com todos os elementos que a constituem, sendo por isso um órgão com pouca ou nenhuma intervenção na escola.

Por tudo isto, outra questão que se levanta é a de que se realmente as autarquias juntamente com as assembleias de escola e conselho municipal da educação querem mesmo ter essa responsabilidade nas grandes orientações da escola e na condução da autonomia da escola / agrupamento?


 


Agora o novo Decreto-Lei n.º 75/2008 de 22 de Abril que regulamenta o regime de autonomia, administração e gestão das escolas, publicado no Diário da República, visa reforçar a participação das famílias e das comunidades na direcção estratégica dos estabelecimentos de ensino, favorecer a constituição de lideranças fortes e reforçar a autonomia das escolas.

Onde já ouvi e vi isto!..


Será que é mesmo? Para quando?


Carregar onde diz SCRIBD


 


 



Comentários

  1. São estes projectos autonómicos e o simplex da administração do Estado.
    Tudo muito bonito no papel mas quando se passa para a prática, os entraves são mais que muitos...
    Bom trabalho , Agostinho
    Um abraço
    António

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  2. Agostinho,
    É vira o disco e toca o mesmo. A verdade é que nos afogam é borucracias para que não se consiga colocar nada em prática.
    Abraço.

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  3. Agostinho,
    É vira o disco e toca o mesmo. A verdade é que nos afogam é borucracias para que não se consiga colocar nada em prática.
    Abraço.

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  4. Pois este decreto sobre a autonomia das escolas j á foi para as calendas e onde para essa autonomia? Novamente com a justificação da tão ansiada autonomia, vem outro diploma a falar da mesma coisa, só que traz mais medidas associadas que nada vêm contribuir para a qualidade e o bem estar da escola. Mas novamente a autonomia ir á para as calendas até á saída de novo diploma. Quem tem o poder dificilmente o deixar á fugir. Um abraço António

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  5. São tantos os papeis que o simplex ficava envergonhado da forma como as escolas trabalham. São medidas e contra medidas que muito dificilmente se entendem.

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  6. Esta coisa do SCRIBD para apresentar documentos online é fixe e também é mais uma contribuição para não se gastar tanto papel. Hoje acabaram os bilhetes de avião em papel e assim salvam-se 50 mil árvores, Com o moodle a funcionar também se podia POUPAR ALGUM PAPEL. E se os alunos resolvessem os testes no próprio computador? Foi uma ideia que me surgiu agora. Desligava-se a internet para não haver batota.

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  7. Era uma forma de poupar imensas árvores que tanta falta fazem à contribuição do Ambiente. É uma ideia interessante Manuel que não deve ser descurada. Assim haja vontade politica para a sua concretização.Bom Domingo

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