A.F. de Parada de Gonta


Recados da minha terra..8


 


Realizou-se no dia 30 de Junho de 2007 a Assembleia de Freguesia de Parada de Gonta, na sede da ex-Junta de Freguesia pelas 21.00h com escassa presença de público.
Foram descritas as actividades realizadas pela Junta de Freguesia nestes últimos dois meses.


Foi uma Assembleia de Freguesia muito calma e os assuntos a debater não foram contestados.


As expectativas desapareceram e já lá vai o tempo em que a sala se enchia de pessoas para ouvirem e dar a sua opinião sobre assuntos da Freguesia.
A questão que se levanta é se haverá alguma razão para as pessoas deixarem de participar nos assuntos da freguesia? Outro autarca diria..tudo bem é porque estão contentes! Penso que não!..


A razão principal prende-se com as expectativas que se criaram à volta deste executivo e este não conseguir dar resposta a alguns problemas da Freguesia. Não porque o executivo não queira, mas porque não tem meios para isso. Saneamento básico, acessibilidades e electrificação, são expectativas que se criaram com este novo elenco mas que se vão perdendo ao longo do tempo. Não conseguir dar resposta ao cidadão é aquilo que qualquer autarca nunca quereria. Os meios não existem e a Câmara Municipal só o faz quando entender que deve fazer.
Não é por falta de ideias ou por falta de projectos do elenco executivo, mas sim porque o verdadeiro poder diz que na actual conjectura não há dinheiro para obras.
Mas outra questão se coloca, para que serve então uma Junta de Freguesia se não pode resolver os problemas dos seus cidadãos? Penso que as Juntas de Freguesia o único poder que têm é registar cães, gripe das aves e atestados de residência, o resto é pura demagogia.Como se pode solucionar os problemas dos cidadãos se as Juntas de Freguesia não têm forma de o fazer?Quem responde perante o povo?


Alguma coisa tem que ser feita para a situação se modifique. É bom que quem detém realmente o poder de decidir comece a reflectir se vale a pena continuar com esta situação.Assim é o faz de conta


 


 

Comentários

  1. Oi, antes de mais quero agradecer pela tua visita ao meu blog e pelo comentário...muito obrigado!
    Gostei muito do teu blog vou voltar...beijocas

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  2. Hoje, três décadas volvidas sobre a primeira experiência do poder local democrático, a apatia e o desinteresse das populações pela política, mesmo de cariz local, é generalizada.

    A nossa participação reduz-se a depositar uns votos, de quando em quando, e a mandar umas bocas periódicas. Pouco mais. No Minho, o fenómeno é o mesmo.

    Na minha freguesia, Padornelo (Paredes de Coura), o presidente é o mesmo desde 1974, vencendo sempre com maioria absoluta todas as eleições (10 vitórias no total), e que muito fez e faz pela freguesia. Um abraço, caro Agostinho.

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  3. Portugal esta muito longe de saber gerir uma democracia como a maior parte dos Paises Europeus.
    Se se passa-se por exemplo como em França os Presidentes das freguesias podiam fazer melhor,e maisi Ha uns anos os Portugueses votaram contrra a regionalisação.Mal porque não ha nada pior para um Pais que é a centralisação.Aqui em França os impostos locais,"as décimas como ai se chama"são pagas ao tesouro publico;mas ficam a ordem da camara ou da freguesia para os trabalhos que estão na ordem do dia do conselho municipal,e agora até a taxa da televisão é incluida na décima da casa que habitamos sejamos praprietarios ou locatarios.Ai em Portuigal é o contrario,a Camara amealha tudo e so da o que quer e isso tem que mudar,porque muitas vezes o presente da junta não é da mesma cor do presidente da Camara,e la esta o presinte da junta a caminhar sobre a cabeça.Em Portugal a democracia vem vindo de pouca a pouco mas ainda de moletas.Adoro o meu Pais;adora a minha aldeia,mas as verdades têm que se dizer.Tenho pena mas é a triste realidade.Um abraço do sempre amigo Zé Carrapato.

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  4. ola agostinho. mas olha... eu so vejo faz de conta em todo o lado. as reunioes para resolver alguma coisa sao uma desgraça. fala-se de tudo e mais alguma coisa ate perfazer o tempo de reuniao. nos lutimos dez minutos toca a despachar assunto e depois vai-se tudo embora muito serios do seu dever. tou farta disto. abraço da leonoreta

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  5. Se vence sempre e com maioria absoluta Jofre Alves, quer se queira ou não, temos que considerá-lo um autarca á altura dos acontecimentos. Se o povo está desmobilizada ou não aparece nas Assembleias quando se discute ou se aprova decisões da freguesia e mesmo assim continua a ganhar com maiorias é porque o povo confia nele ou também porque acha como acontece em alguns lugares que nada pode fazer. Mas creio e a forma como o dizes é porque confia nele e por isso a sua permanência desde 1974. Um abraço

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  6. Quem dera que a democracia amadureça rapidamente como aí em França Zé Carrapato.Mas todos sabemos que a nossa democracia é jovem, embora digam alguns que já é tempo de ser uma democracia amadurecida, só que existem sempre os xico-espertos que se aproveitam dela e deturpam todos os seus valores. Acho que é um bocado isto que está acontecer em Portugal e quem tem o poder não o quer largar, agarrando-se a ele de qualquer forma, mesmo atropelando os direitos dos outros e as regras básicas da democracia. Um dia mudará chamando à razão quem dela abusou.Um grande abraço Zé Carrapato.

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  7. Também é verdade Leonoreta. O faz de conta neste país está em todo lado. Costuma-se dizer que é para Inglês ver.Bjs

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  8. Filipe Brás Almeida9 de julho de 2007 às 05:37

    Até teria lá ido mas só fiquei a saber que houve uma Assembleia quando o Sr. Francisco Nery escreveu sobre ela na Folha de Tondela. Já não paro pra ver os editais há algum tempo.

    Uma junta de freguesia tem sempre o papel ingrato: É a primeira entidade a tomar conhecimento dos problemas locais e o último a possuir os meios e autoridade necessários para os resolver.

    Regionalização precisa-se!
    Um abraço.
    FBA

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  9. Demagogia!
    O descrédito foi conseguido...
    Quem foi às primeiras assembleias e não viu as suas dúvidas e questões esclarecidas, claro que nunca mais lá voltará!
    Como exemplo, temos a questão de se discutir a mudança de Largo da Poça Velha para Largo da Fonte Velha durante 2 horas! Isto é vencer nitidamente as pessoas por cansaço...
    Depois falam em democracia...ouçam mais o povo!
    O povo sabia bem e sabe as dificuldades financeiras da junta deixadas do legado anterior, não exigem obras, exigem sim que a junta de freguesia esteja do seu lado, que, e não andando de faca e alguidar, sejam esclarecidas das contas do executivo anterior, onde foram parar dinheiro s de terrenos no cemitério, de pessoas que têm duas escrituras e só compraram um terreno? etc, etc, etc, e outras coisas que tais, bancos de jardim, fontanários, subsídios a associações.
    A democracia e o crédito perante o povo conquista-se assim, não ter medo de enfrentar quem quer que seja por causa de famílias e outras coisas que tais.

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  10. O facto das minhas mensagens falharem não significa que o mesmo suceda em relação às visitas. Estou sempre actualizado e em cima do acontecimento, como agora. Um bom inicio de semana

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  11. Olá Agostinho tens um convite para ti no Crepúsculo. Passa lá. Beijinhos

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  12. agora percebo as horas na net!! Parabéns Agostinho, tá mto interessante o teu blog. Grande abç

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  13. Primeiramente o meu obrigado pela visita ao meu "cantinho".Agora comentar o post.
    Carissimo, alguem consegue fazer OMOLETES sem ovos!"?
    Provavelmente o sr presidente da Junta tem a vontade mas não dispõe de verba suficiente para o realizar. As culpas devem estar, certamente, em FIGURAS mais ALTAS, será que não?
    Um abraço da Intemporal

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  14. Exacto Filipe!..É como dizes e por outras palavras os meios estão noutros os problemas continuam cá. Um abraço

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  15. Caro anónimo:
    Como já disse em anteriores comentários e repito novamente, porque é público, que assumimos os compromissos que nos deixaram e sabe muito bem ao que me refiro. Não vale a pena mexer em águas passadas.Um abraço

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  16. Só no final do ano Humberto!...Um grande abraço

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  17. Também não escondo no texto onde estarão as culpas Intemporal. Mas democracia nas autarquias não se coaduna com esta filosofia.Abraço

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