Troika, para que te quero!.

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Não é preciso procurar muito para se arranjar assunto para bisbilhotar e fazer bisbilhotice. Sim, é tão ridículo que nem a comunicação social quer fazer realce.


Vamos bisbilhotar sobre certas instituições que se julgam altruístas e na prática não valem nada. Prometem solidariedade mas não a praticam. Prometeram ajuda a Portugal, empobreceram-nos, mas continuam a levar os juros elevados do dinheiro que emprestaram. Falamos do FMI, BE e BCE, da famosa troika que não nos quer deixar. Abriram-lhes as portas, viram o filão que existe no país e agora não o querem deixar.


Esta semana, mais uma vez os senhores da troika deixaram recado, que Portugal tem que continuar a “empobrecer” para poder cumprir os objetivos que eles estipularam. Ora, enquanto cá estiveram as coisas não melhoraram, disseram que se iam embora ao fim dos três anos de austeridade, de empobrecimento e agora continuam a mandar recados. Quem os quer ouvir? Ninguém.


Se é da proximidade das eleições ou não, o governo não lhes tem dado ouvidos, faz muito bem, e esperemos que nunca mais queiram que esses senhores entrem de portas escancaradas, como foi até agora, e comecem de novo a dar conselhos de como se governa um país.


Será preciso puxar muito pela memória para encontrar um país que depois da intervenção desses senhores (troika) tenha melhorado ao ponto de não precisar mais deles.


Se a austeridade fosse nos seus países ou antes na casa deles, talvez esses senhores que pensam que a austeridade é um bem, mudassem de opinião. Se fossem as famílias deles a terem de emigrar, a desagregarem-se e a perder aqueles valores que só uma família unida pode ter como suporte e pilar da sociedade, eles abririam os olhos para saber o que realmente defendem.


Não os deixem entrar…


Bisbilhotice semanal


 


 

Comentários

  1. Ainda esta semana vi partir para longe (muito longe) a filha de um casal amigo, que depois de acabar os estudos superiores e respectivos estágios profissionais, nunca conseguiu arranjar trabalho.
    No aeroporto ficaram os Pais (e não só) a esconderem as lágrimas de um choro sentido e ao mesmo tempo de uma revolta enorme.
    Eles os Pais, da nossa geração, ficam por cá desejando que tudo corra bem, escondendo um mau-estar e infelicidade por uma situação que não criaram e não esperavam viver. Eles, os Pais, também desempregados, vão continuar a desejar ter forças no dia a seguir para procurarem emprego ou para se apresentarem na junta de freguesia e serem tratados como "criminosos" ...
    E fiquemos por aqui.
    Grande abraço.

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  2. Infelizmente é mesmo assim Alberto. Também tenho um filho que anda à procura do 1º emprego depois de sair da Universidade de Aveiro. Já lá vão cerca de 4 meses. Não está nada fácil apesar da propaganda do governo a considerarem que as coisas estão a melhorar. Melhorar para quem? A única saída é o estrangeiro com todo o desgosto da familia. Mas que vamos fazer...Cumprimentos amigo Alberto.

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