Paulo Portas e a Reforma do Estado
Paulo Portas apresenta o guião de reforma do estado. É mais do mesmo, cortes e mais cortes com a novidade que "cortar é cumprir metas" como se o entre aspas fosse uma atenuante do que estão a fazer. Mandatários da Troika e mesmo com esta de saída não nos veremos livres tão cedo da marca que deixaram. Colocando doutra forma a ideia força que Paulo Portas apresenta em sentido contrário diriamos que se "cumprir metas fosse cortar" então todas as atingiriamos.
Utilizando clichés que já ouvimos milhares de vezes, Paulo Portas afirma que o documento pretende, acima de tudo, conter a despesa na função pública e baixar o défice:
ResponderEliminarTodos temos consciência que o Estado está obeso e necessita de uma dieta. Cortar as gorduras do Estado é tema antigo e desagradável, mas alguém tem que o fazer, com certeza e afinco e não com tentativas e desistências tais dietas da moda.
Continuam a insistir em "flexibilizar" o vínculo dos trabalhadores do Estado, depois de o Tribunal Constitucional ter chumbado o diploma da requalificação.
Fiquei com a sensação que esta dieta será pior do que as outras, pois delega em privados funções que pertencem ao Estado. Fica a dúvida: onde se irá cortar? Provavelmente, onde não se deve. Para além de manterem os lobbys e os caciques.
Cortem nos assessores, assistentes, primos e sobrinhos, afilhados e namoradas do "senhor doutor". Acabem com departamentos que apenas existem para sustentar nomeados políticos. E talvez, se chegue a algum lado... mas primeiro têm de mudar a constituição.