Os Bobos políticos.
Os nossos políticos estudaram todos pela mesma cartilha. Fazem de nós parvos quando apresentam medidas que dizem não ser as deles mas que são precisas para o bem de todos.
São sempre as mesmas estratégias e sempre da mesma forma aos mesmos. Isto já vem ao longo dos tempos, de governos anteriores só que os governantes atuais aproveitam a situação e levam-na ao extremo.
Todos conhecem as estratégias de negociação dos nossos políticos quando são governantes e todos também conhecem-nas quando os mesmos políticos estão na oposição e simulam um acordo.
Os governantes políticos apresentam sempre a pior solução e depois fingem que vão cedendo para que a oposição politica fique contente a dizer que conseguiu melhorar a proposta do governo. Isto é um teatro montado dos nossos políticos para fazerem de nós, o povo, parvos.
Falando na educação vemos que todos os diplomas aprovados tiveram a contestação da oposição juntamente com os sindicatos mas depois esta lá vai dizendo que, do mal o menos e conseguiu mais uma vez melhorar a proposta inicial do governo.
Aconteceu com as reformas curriculares, com o estatuto dos docentes, com as propostas de horas letivas e não letivas, dos tempos, das agregações, das gestões, do número de alunos por turma, da mobilidade, tudo formas de cortar nas horas e deixar no desemprego muitos e muitos professores.
Todas as propostas tiveram a oposição da oposição ao governo e dos sindicatos mas todas elas foram para a frente.
O que dizem os sindicatos é que conseguiram negociar e as propostas aprovadas já não foram tão más como no início.
Mas esta forma de apresentação de propostas e de negociação tem sido feita ao longo dos anos. Apresenta-se o tacho rapado para depois acrescentar alguns grãos e todos ficam contentes. Isto é passar um atestado de burrice aos que se calam e aceitam esta forma de negociar.
Como se não bastasse o mal que já se fez na educação porque o governo já não tem coragem de assumir o descalabro sozinho, agora temos mais um batedor na classe docente, o FMI, que no seu estudo (estudos encomendados com um certo fim e pagos a peso de ouro) diz que existem a mais na função pública 120.000 funcionários dos quais 60.000 professores. É o mesmo que dizer que têm que ser despedidos 120.000 funcionários públicos dos quais 60.000 são professores.
Ora, mais uma vez vamos ver o tal teatro entre o governo e a oposição para chegarem a acordo de quantos são?
A proposta inicial é tão má, tão má que se despedirem 50.000 professores, a oposição politica/sindicatos vai dizer que só foram 50.000 e foi uma vitória conquistada porque podiam ser mais.
Os que ficam calam-se e agradecem por não ter sido eles e os outros que se desenrasquem ou passem fome porque com fome já se consegue viver.
Cuidem-se que vêm aí tempos maus..
Caros amigos e bloguistas:
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