Desta vez vou…à manifestação dia 26.
Caros Colegas,
Para quem tinha dúvidas, aí está a prova do que se prepara para o ano, na Educação. Com estes números, ou até mesmo eventualmente abaixo (para os mais crentes ou céticos, consoante o ponto de vista), alguns de nós não estaremos mais futuramente (1 ou 2 anos) neste Agrupamento e/ou no Ensino. Pode muito bem o Sr. Ministro da (Des)Educação que se trata de um estudo preliminar, que não vão ser irresponsáveis (mais uma vez dependerá do ponto de vista) e que a seu tempo os professores saberão (Claro, quando apanharem com a pancada!).
Mas aqui entre nós (professores) podemos afirmar que até temos estado a assobiar para o lado esperando que a chuva torrencial passe e fazendo por não ver quem vai na enxurrada:
_ Se as manifestações são de todos os trabalhadores, não é para nós, os professores;
_ Se as manifestações são em Lisboa, não dá jeito devia ser descentralizado, porque a crise é para todos;
_ Se, ao invés, as manifestações são no Porto e ao Sábado, estamos ocupados;
_ Se, a luta se faz com greves, já é forma de luta gasta e o dinheiro faz muita falta.
Quem não está a dormir é o MEC que desde Julho está a testar as (artificiais) supostas necessidades do sistema educativo e que, neste momento, sabe exatamente quantos professores vai precisar para o ano. Não importa quem! Também não se iludam porque não serão exatamente os 15.000 que foram este ano para Mobilidade Interna (não confundir com Mobilidade Especial). Pelo número, não deverão sobrar muitos contratados, mas serão precisos envolver muito mais docentes do quadro do que este ano.
Apesar das condições em que estamos a trabalhar este ano, continuamos a ser uns privilegiados para o FMI e para o Governo e há que acabar com estes privilégios. Portanto para os que cá ficarem para o ano perspetivem as 40h semanais e apostemos se o Art.º 79º (Redução por Antiguidade: 2º, 3º Ciclo e Secundário) vais resistir. Para os setores do Pré-Escolar e do 1º Ciclo, sobrarão também medidas que os dispensem e, apanhar uma AEC's e/ou Apoios atribuídos, hoje, aos dos outros setores de ensino pode vir a ser uma "bênção".
A grande vantagem é que os que forem empurrados para fora do barco, deixam de nos aparecer diariamente à frente e, como não conviveremos mais com eles, como este ano, fazemos de conta que está tudo igual e até prometemos que nos iremos continuar a "portar bem".
Colegas, os professores, já foram capazes de dar o seu contributo para os anteriores governantes terem passado à história. Os professores deram também o seu contributo para os atuais governantes nos desgovernarem. Se quiserem e se se disponibilizarem para as lutas, os mesmos professores são capazes de dar um dos empurrões que estão a faltar para derrubar este governo, porque ninguém acredita que faça os 6 meses deste ano!
Não comparecer em Lisboa, no dia 26 deste mês, sábado;
É não merecermos o posto de trabalho a partir de setembro, quando os outros já cá não estiverem!
Bem hajam todos os que, enquanto cá estiverem, não desistem de lutar por si, pelos colegas, pelos alunos, pela Escola Pública, pela Educação, por esta Sociedade e por este País! Mesmo que a adesão a essa luta não os venha a impedir de serem uns dos que cá não estarão a servir a Educação Pública e este País, saberão eles, e os outros, que não foram dispensados a troco de nada!
E porque nem tudo é mau, há ainda o péssimo: a agonia do estrangulamento dos nossos orçamentos mensais. Aguardamos a divulgação das tabelas de retenção na fonte (sabe-se lá bem o porquê desta demora?), para percebermos quantos mais euros deixarão de brilhar em conta!
Caros colegas, desta vez eu vou à manifestação no dia 26. Nem que vá sozinho! Mas se formos mais, são mais vozes a manifestar a indignação e insatisfação que sentimos e que se sente diariamente na sala de professores.
Conto fazer a inscrição para o sindicato até ao final desta semana (até dia 18). Se mais alguém quiser ir diga-me qualquer coisa e fazemos a inscrição conjunta.
Fico a aguardar até sexta-feira.
Beijinhos e abraços,
Propostas do FMI:
- aumento do horário, de 35 para 40 horas;
- aumento da componente lectiva;
- aumento da duração das aulas para 60 minutos;
- colocação de entre 30 a 50 mil em mobilidade especial [mas, «numa perspetiva “moderada”, seria preciso despedir entre 50 a 60 mil funcionários para que Portugal se aproximasse da média da União Europeia»]
- delegação de competências de ensino nos privados
Obs: Registo chegado por email dum colega
Votações online:
Categoria Blogger do Ano - Agostinho Silva - Arte por um Canudo 2
Categoria Fotografia e fotoblogs - Arte por um Canudo 2
Categoria Locais/regiões - Arte por um Canudo 2
e ainda
Categoria Escolares jornais de escola - As Nossas Vozes
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