Natalidade..para onde caminhas?
Parece que só agora se desperta (comunicação social) para a falta de natalidade em Portugal e para as suas consequências a nível de segurança social e até a nível de independência do país.
Depois do erros cometidos até agora pelos nossos governantes que fomentaram a saída dos jovens para irem trabalhar para fora do país, porque aqui, em Portugal, não eram precisos devido à falta de empregos, só se espera que este despertar dos fazedores de opinião na comunicação social não seja para mais uma vez passar uma esponja e desviar a atenção daqueles que pedem e exigem que os nossos governantes sejam responsabilizados e julgados pelo mal que fizeram ao país.
Continua-se a empobrecer o país ostensivamente para cumprir umas metas dum deficit, com consequências danosas para o país, fazendo sofrer o seu povo com a falta de trabalho, fechando as fábricas, restaurantes, lojas e tudo que produz emprego. O país está triste, stressado, desmotivado e com falta de confiança no futuro.
Como consequência da degradação do emprego ou por falta dele, os nossos jovens recém- formados vão desenvolver e produzir riqueza fora do país, vão ter os seus filhos lá fora e criá-los com identidade e raiz diferente da sua e que para grande mágoa dos seus avós que cá dentro rezam poder um dia também participar e fazer parte da vida dos netos. É também a degradação dos valores familiares que assim deixam de existir como família presente nos melhores e piores momentos das várias fases da vida.
Neste país ficam os velhos, muitos políticos e outros menos capazes.
Só que a cambada que fica não vai suportar as prestações sociais dos mais idosos e até o país pode entrar em colapso por falta de sustentabilidade.
Mas quem não sabia disto?
Se é verdade que se faz sentir a falta de natalidade devido a diversos factores, também é verdade que aumentam os casos de gravidez na juventude. Incrível, mas não é de admirar pois sempre fomos um País de contrastes.
ResponderEliminarNão será portanto de admirar que depois dos erros cometidos pelos nossos governantes o povo volte mais uma vez a cair na mesma asneira... a votar (para já não falar na abstenção) mais uma vez em quem já lá esteve e contribuiu também para a situação.
Ás vezes penso que a crise é como o divórcio... tem sempre duas versões, a versão de cada um dos intervenientes. E quem se prejudica é sempre quem não tem culpa, na maior parte dos casos, os filhos quando os há.
Andamos todos "doidos"... stressados, deprimidos, tristes, revoltados. E a revolta é ainda maior quando me lembro que há uns anos atrás já se falava que isto ia acontecer, já se avisava dos perigos e da situação crítica em que o País ia ficar.
O que foi feito?
Se em consultas de rotina eu descubro que tenho uma doença má, logo vou para a luta, isto é, tudo faço para combater a doença e se possivel conseguir a cura.
Caso contrário, se não ligar aos conselhos, aos resultados e deixar andar... é morte certa.
É melhor ficar por aqui com as minhas comparações.
As desculpas pelo comentário mais alongado, mas o amigo Agostinho sabe que sou mesmo assim.
Grande e sincero abraço, carregado de esperança (a última a morrer) e com os votos de TUDO de bom.
Viva Aflores!
ResponderEliminarPlenamente de acordo. Aguardemos que os culpados sejam responsabilizados pelo que fazem. Os politicos não podem refugiar-se na capa da politica para fazerem o que bem lhes agrada.Cumprimentos.