Clima de tensão nas escolas – horários zero.
Os professores estavam adormecidos e começam a acordar do sonho. O sonho de ser do quadro de escola como sendo uma garantia dum lugar de trabalho, acabou-se. O sonho transforma-se em pesadelo. A realidade é um pesadelo que se abate sobre a classe.
É uma correria de um lado para outro. Perguntas e mais perguntas e respostas vagas. São os próprios colegas de escola a perguntar sobre a sua situação: ficam na escola onde estão ou vão para outro lado? respostas nada.
Como é que vão ser colocados os professores, quem vai dizer se tem componente letiva, é o agrupamento sede da agregação? Resposta ténue, em princípio é a sede da agregação e haverá uma lista de graduação e as colocações/indicação da componente letiva serão através dessa lista.
Toca o telefone e a pergunta é a mesma, existe vaga para mim? Porquê responde o questionado (já sabendo a resposta), não tens vaga na escola onde estás? Não, por isso regresso à escola de origem. Pois aqui também não. Então o que me acontece? Em princípio vais ser colocada na plataforma sem componente lectiva para depois concorreres. E depois? Se fores colocada muito bem, senão não fores também não se sabe a resposta, mas em princípio ficas na escola à espera de colocação na chamada Bolsa de colocação.
Mas, se todos os agrupamentos têm professores de sobra devido às novas medidas que o governo tomou, como é que vai ser? Nunca chego a apanhar vaga!. Mais uma vez não se sabe a resposta.
Este é o dilema de milhares de professores que não têm a sua situação definida nem sabem o que lhes vai acontecer. É o stress a atacar.
A coisa está mesmo séria e no grupo de EVT então atinge o cúmulo. Uma professora de EVT com 36 anos de serviço e 58 anos de idade na escola/agrupamento que se agregou foi-lhe comunicado que não vai ter componente lectiva. Até na velhice as preocupações não largam os professores e ainda se arranjam mais umas rugas e uns cabelitos brancos.
A realidade começa a tomar conta dos professores e vai ser o caos.
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