Nova Bomba!..Revisão Estrutura Curricular.
Sem querer ser arauto de mais noticias más nesta quadra pascal mas depois de ouvir os argumentos dos representantes do nosso governo, o Sr. Primeiro – Ministro e o Sr. Ministro das Finanças, sobre a reposição do subsidio de natal e do subsidio de férias aos funcionários públicos em contradição um com o outro, mas depois em concordância para o ano de 2015 e de forma gradual, leva-me a supor que isto se deve a proximidade de ano de eleições e também porque nessa altura os funcionários públicos devem ser uma ninharia que qualquer reposição não tem qualquer efeito na fatia das finanças.
Sim, a reposição será se as coisas correrem bem e o que é correr bem? Correr bem deve ser emagrecer de tal forma o funcionalismo público que o estado deixe de ter encargos com estes trabalhadores. Senão vejamos o que está a acontecer com o Ministério da Educação. Os sindicatos falam em cortes de pessoal na ordem dos 12 000 professores neste próximo ano lectivo de 2012/2013, mas não contrariando a previsão dos sindicatos falo duma realidade que pode ser muito mais grave e a partir daqui poder-se-á também fazer outra previsão.
Foi pedido às escolas pelos sindicatos com o assunto “Impacto nos horários da escola /agrupamento da eventual versão final de diploma sobre a revisão da estrutura curricular” que poderão levar os sindicatos a fazer uma previsão mais rigorosa sobre o assunto, isto se todas as escolas responderam de forma correta ao pedido.
E não estamos a falar sobre megas e giga - agrupamentos que ainda vão agravar e de que forma o estado das coisas, aqui são os dados do impacto numa escola sobre o novo diploma de revisão da estrutura curricular.
Soube que num agrupamento pequeno situado num meio rural que tem cerca de 250 alunos e 40 professores, os dados do número de professores (previsão será com menos 10 alunos no próximo ano) com a nova revisão da estrutura curricular que como se sabe desaparecem algumas disciplinas e o estudo acompanhado, passa dos atuais 40 para 23 professores, o que corresponde a 57,5% dos professores, ou seja menos 17 professores, o que equivale a 42,5% de professores que ficarão sem componente lectiva.
Se a este dado juntarmos os mega e os giga agrupamentos a ordem dos professores sem componente lectiva poderá chegar aos 50% dos atuais professores.
Num organismo como o Ministério da Educação que são centenas de milhares de trabalhadores, desde professores, assistentes operacionais, assistentes técnicos e outros, e com a entrada em todo país destas estruturas monstruosas de giga agrupamentos, vão ser milhares os trabalhadores deste ministério que vão ficar fora do sistema, apesar das promessas de que ninguém é despedido, é de lembrar que basta não renovar contratos a estes trabalhadores para eles ficarem de fora sem ser despedidos.
A ser assim o estado bem poderá pagar os subsídios de natal e férias aos seus trabalhadores no ano 2015, porque os que restam serão tão poucos que pouca mossa fará no orçamento de estado. É este o estado que nós temos mas não é de certeza este estado que queremos…
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Sinceramente já desisti de tentar perceber a lógica dos agrupamentos. Apenas cheguei à conclusão que anda tudo com os copos no Ministério da Educação ou melhor, andam umas ganzas a rodar por lá. Só pode ser isso... que Deus me perdoe.
ResponderEliminarVer artigo da Fenprof:
ResponderEliminarhttp://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=226&doc=6208#.T34OXRK3tsU.facebook
Diz a Fenprof:
ResponderEliminarNo MEC ninguém parece querer dizer quais as implicações que a revisão da estrutura curricular terá no emprego dos docentes já a partir de setembro próximo. De acordo com os dados oficiais do IEFP, os professores desempregados registados, entre 2010 e 2011, aumentaram 120%, sendo que, se tivermos em consideração o ano de 2009, então o aumento foi de 225%. Uma brutalidade!