Tempos de crise…e de médicos.
Tempos de crise…e de médicos.
Hoje, dia 24 de Agosto, fui ao centro de saúde para uma consulta ao médico de família, já marcada no devido tempo, o que vi é de arrepiar para quem cai na desgraça da doença, sofre sem ter a quem recorrer. Acontece que no centro de saúde onde fui fazer a consulta, estava um senhor da minha terra com 80 anos desde as 3 horas da manhã à espera de uma vaga para consulta. Não era só ele, havia também outros que esperavam por uma vaga e também se encontravam lá desde muito cedo. A pergunta obvia, o porquê do que está a acontecer? Resposta: O centro de saúde da Lajeosa não tem médicos, o centro de saúde de Lobão a mesma coisa e aqui que costumavam estar 3 só está 1. Assim, o médico de serviço fica com uma carga descomunal e apesar dos pedidos e avisos da situação ninguém lhe dá respostas para que se resolva a situação. Quem aguenta é o Zé Povinho.
Não bastavam os cortes nos medicamentos, nas taxas moderadoras, agora até nem médicos existem.
Dos 3 centros de saúde com construções recentes e bem apetrechados só 1 funciona em serviços mínimos para cobrir uma extensa área territorial e milhares de utentes. Será que a tutela está a incluir este racionamento nas imposições da troika? Ou a tutela considera a saúde uma gordura do estado para cortar! Por aqui não meus senhores. Vamos olhar para o país real, cuidar dele e deixar para trás o folclore de que os outros são quem têm a culpa do que está acontecer. Com a saúde não se brinca e muito menos se corta.
Apela-se ao bom senso do governo para que haja mais respeito por estas populações.
Arte por um canudo 2
São os temps da crise. Os politicos por mais que prometam já não enganam ninguém.O lema é poupar até ao tutano.Todos são iguais e só variam nas promessas mas quando estão no poder fazem-no sempre a dar cabo do zé.
ResponderEliminarA Unidade de Saúde à qual pertenço está preparada para funcionar com 4 médicos. No entanto há mais de 3 meses que está a funcionar com dois médicos que, entre eles, tentam de forma quase desumana manter os serviços mínimos com prejuizo quer dos utentes, quer dos próprios médicos. Horas a mais que não são pagas, alteração de férias, excesso de trabalho, não existência de horas de descanso e refeições, enfim...
ResponderEliminarNa minha modesta opinião penso que deveria haver uma lei que obrigasse os médicos que trabalham para o Estado (funcionários públicos) a aceitarem as colocações, visto serem os próprios médicos recém licenciados ou recém especializados a "recusarem" a nomeação.
Por outro lado, os "mais velhos" com o estatuto que possuem arranjam sempre maneira de escolherem o melhor sítio.
Mas os médicos (assim como os professores e funcionários públicos) não são exclusivamente os causadores de toda esta embrulhada em que vivemos e como muitos querem deixar transparecer.
O outro lado da moeda e no que diz respeito ás Unidades de Saúde, é que neste momento, todas elas têm um acréscimo de pedido de inscrições novas, também originado pela crise. Se até aqui muita gente usava clínicas privadas, agora, com a crise, todo o mundo quer ir "ao centro de saúde"...sempre é mais barato.
Enfim, um assunto que dá pano para mangas e avental :)
Grande abraço.
Pois ainda existem classes profissionais que tem certas regalias, eles dizem direitos, no que toca a colocações para trabalho. Mesmo em tempo de crise de trabalho, ainda há quem escolha. Sei bem como se acabava com isto, porque quem paga são os utentes dos centros de saúde, ou seja os doentes.Agora também não sei do que está por trás desta barafunda de falta de médicos, se a culpa é deles ou do governo que quer poupar.Com a saúde não se deve brincar e tem que haver sempre uma melhor solução para os problemas.Gr. abraço.
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