Deolinda:Que parva que eu sou
Alguém disse: Esta é geração Deolinda
Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Pois infelizmente uma constatação.... Como eu próprio já coloquei no meu blog ontem.
ResponderEliminarDa geração mais envelhecida da Europa que vive miseravelmente no centro das grandes cidades à geração "à rasca", dos 500 euros, que vive em casa dos pais; da geração da 4ª classe à geração das múltiplas licenciaturas; da geração da verdadeira música de intervenção de personagens como Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira à "geração parva", dos Deolinda, que nunca se mobilizou para nada a não ser para o comodismo cívico e político. Pela primeira vez nas vossas vidas, berrem, revoltem-se, exerçam o direito de cidadania, mas façam-no por todas as gerações, pelos excluídos, por aqueles que não têm um canudo, pelos desempregados, pelos trabalhadores precários e os explorados pelo patronato.
ResponderEliminarConcordo Dylan! Deixar que sejam outros a lutar não pode ser.Esta geração tem que se mexer porque senão acaba velhinha sem hipóteses de ter uma vida com certa qualidade.Os gurús comem-nos se não reinvindicar os seus direitos por uma vida digna. Força geração....
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