Nevoeiro no horizonte “da Escola”

Nestes primeiros quinze dias do mês de Janeiro, depois do reínicio da escola a seguir à época natalicia, a alegria com que se trabalhava nela desapareceu e verifica-se nas conversas e nos olhares dos professores uma certa preocupação que vai crescendo de cada vez que o governo toma novas medidas relacionadas com a educação. Já não bastava o corte acentuado nos seus vencimentos, e antes que se tomassem medidas de protesto, logo outra vem, criando ainda mais preocupações, como que para calar a classe com o projecto de despacho sobre a Organização do Ano.


 Este despacho sobre a organização do ano que tem um nome mais pomposo do gérero “reorganização curricular no ensino básico, mais não passa de uma forma encapotada de despedir 30.000 professores segundo os sindicatos. Este projecto vem acabar com  a área de projecto e estudo acompanhado que ainda bem hà bem pouco tempo se falava como sendo essenciais nas aprendizagens.


Mais, este projecto acaba com o desporto escolar tal como ele é e com o par pedagógico de Educação Visual e Tecnológica, além de acabar com outras mais valias que a escola começava a ter, como parecem demonstrar os relatórios do PISA que acentuam uma melhoria significativa nas aprendizagens dos alunos. Se este modelo começava agora a dar os seus frutos porque é que há-de acabar? Tudo tem o seu ciclo e quem comanda os ciclos é o poder económico, como o demonstram estes cortes em contra-mão ao ciclo de melhorias que se iam revelando na qualidade de escola.


Mas a preocupação do professores vai continuar e o que lhes resta não é conformar-se mas lutar com todas os meios democráticos que existam.


 


Nota: Haverá amanhã, dia 15 de Janeiro, um encontro de Professores de EVT, no Centro de Congressos de Aveiro, que vai aprovar o Manifesto pela EVT e a Moção Estratégica para os próximos tempos. O slogan é: “Pela EVT vamos fazer o que ainda não foi feito!.”


É uma das disciplinas mais queridas dos alunos na escola devido ao seu teor prático e que vai ser profundamente atingida ao ponto de mudar a sua matriz prática, se isso acontecer.


Outros encontros seguir-se-ão até que a razão em pról da educação vingue.

Comentários

  1. Amigo amanhã lá estarei vamos-nos juntar e ajudar a "Fazer aquilo que ainda não foi feito". Vamos ver se ajudamos a endireitar a educação que o Ministério quer acabar com o pouco de bom que ainda há nas nossas escolas. Não querendo menosprezar ninguém é o pessoal das expressões que ainda consegue arranjar algumas forças nesta luta desigual para animar e desenvolver estratégias de inclusão nas escolas. Espero que estas propostas não vão em frente pois a apatia pela escola e a desmotivação por parte dos nossos alunos será devastadora e muito ruinosa para o futuro. Parece que a ideia será voltar ao tempo da outra senhora onde se queria que a criatividade e a liberdade fossem temas tabus pois como todos sabem assim convinha ao regime. Sou fruto do pós 25 de Abril, ouvia as pessoas mais velhas contar episódios escabrosos era cultivada a politica do medo e opressão. Sinceramente pelo que me contaram não estou a ver grande diferença com os dias de hoje, com a excepção de que temos liberdade para falar mas não para ser ouvidos.
    Espero bem que os recém "desempregados da ETA" com o novo cessar fogo não se lembrem de vir procurar trabalho para o nosso país. Da maneira que as coisas estão a ficar... o povo já não se contenta com pão e circo. Hoje as pessoas calam-se com empregos e investimentos na saúde e na educação. Como diz o meu director "Professores felizes, escola feliz" só o nosso governo é que não vê isso. Mas como o país está a saque pouco lhes importa. Se quem esteve antes pôde encher o saco porque razão estes não se hão-de achar na razão de fazer o mesmo. Não sei é se os nossos filhos poderão pagar as nossas dividas.
    Amigo Agostinho até amanhã e se tivermos oportunidade podes pagar o almoço que eu não ficarei nada chateado. Um abraço

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