Escolas privadas custam três vezes mais ao Estado
Governo diz que “não vai continuar a financiar privilégios e lucros”. Escolas prometem retaliação.
Perante a manifestação de quase duas centenas de pais e alunos à porta do Ministério da Educação, munidos de caixões, a ministra disse ontem que não vai ceder "a formas de pressão e tentativas de impressionar a opinião pública". Isabel Alçada garantiu que o Governo "não vai continuar a financiar privilégios e lucros" de algumas escolas privadas, dando o exemplo de estabelecimentos com piscinas ou estruturas para a prática de equitação ou golfe.
Segundo o Ministério, a despesa do Estado com o funcionamento de cada turma com contrato de associação é três vezes superior àquela que é suportada com os estabelecimentos da rede pública. Sem contar com todos os encargos relativos aos vencimentos dos professores e das direcções das escolas, o Estado paga aos colégios - segundo contas enviadas pela tutela ao Diário Económico - 36.476 euros para despesas com o seu funcionamento, enquanto nas escolas públicas esse valor é de 11.806 euros.
A nova legislação - alvo da ofensiva das escolas particulares - impõe um corte de 30% neste financiamento, o que significa que os estabelecimentos com este tipo de contrato passam a receber um total de 80 mil euros anuais por turma, em vez dos 114 mil que recebiam em média.
Retirado do DIÁRIO ECONÓMICO
VAMOS É MUDAR DE CONVERSA E FALAR SOBRE RANKINGs..A quem servir a carapuça que a enfie!.
Olá Agostinho
ResponderEliminarNinguém comenta?
Uma coisa eu tenho vindo a dizer. Cada vez percebo menos das contas que se andam a fazer.
E com que propósitos?!
Tenho uma filha que lecciona numa escola do Ensino Privado. A ideia que faço é que o financiamento que o Estado faz às Escolas com contrato de associação é para fazer face às despesas de funcionamento do Ensino obrigatório propriamente dito. Até porque relativamente a essas Escolas/Colégios, elas têm-se substituído ao estado em termos de investimento em infraestruturas.
Será que nas contas que estão a ser apresentadas se tem em linha de conta essa despesa de investimento que o Estado não fez na devida oportunidade, como lhe competia?
Será que esta "guerra" não teria sido evitável?
Eu sou a favor da Escola para ajudar a formar cidadãos de carácter, sem standardização curricular.
Escola Pública ou Privada? Não estaremos a levantar um falso problema? Fora de tempo? Vamos deitar para o caixote do lixo o investimento já feito? Vamos construir novas Escolas pagas pelos dinheiros do OE em locais servidos por Escolas propriedade privada, mas que prestam um serviço público?
Que grande trapalhada!
Um abraço
Antónuio
Viva António;
ResponderEliminarNesta guerra quem fica a perder são os professores que aí trabalham e os alunos. Poderia ser evitado todo este alarido se houvese negociação. Só lamento é que sejam os professores a pagar com a factura e os primeiros a sentir na pele os despedimentos.Gr. abraço