Em dia de namorados..
Não sei, não, não sei!..Escrever no dia dos namorados o amor/ódio entre sindicatos da educação vs ministra da educação, é como deitar gasolina para uma fogueira.
Muito se disse e muito está para dizer… mas certo é que existe um mau estar nas escolas por declarações destes protagonistas em relação à razão de quem tem razão.
O ministério da educação através da tríade Maria de Lurdes, Valter Lemos e Jorge Pedreira amedrontam e ameaçam os professores se não entregarem os objectivos individuais, os sindicatos através doutra tríade Fenprof, FNE e Plataforma Sindical ameaçam também que, quem entregar os objectivos individuais está a acobardar-se e a virar a cara à luta que se vem mantendo desde a revisão do Estatuto da Carreira Docente, contra a ministra da educação.
É um dilema para os professores que ficam no meio desta zanga e que parece uma arrufa de namorados. Quem entrega é cobarde, está a trair a causa, quem não entrega é herói por uns dias mas com o credo na boca.
Agora entra a luta jurídica, já começam os pareceres dos nossos famosos juristas em direito do trabalho, uns para dar razão à não entrega dos objectivos individuais e outros darão razão aos que exigem a entrega dos mesmos.
O mal-estar e a crispação entre quem entregou e quem não entregou está lançado…agora só restam saber as consequências que daqui advirão.
Rico trio de namorados...É de chorar.
ResponderEliminarCada um à sua maneira já fizeram correr muitas lágrimas. A tristeza e alegria misturam-se nestes trios.
ResponderEliminarSão arrufos passageiros. quando eles se entenderem vocês vão ver o que vos acontece.
ResponderEliminarParece que alguns começam a entender-se...esperemospara ver.Abraço tónio
ResponderEliminarAgostinho
ResponderEliminarCá por mim cá vou metendo a minha colherada, de vez em quando, mas este assunto já começa a cheirar a azedo, não achas, Agostinho?
Afinal em que é que fica este assunto?
Penso que não se trata duma questão de mais valentia ou cobardia.
Para mim tenho que o caso é que as plataformas sindicais e outras que tais estão decididas a afrontar o Governo porque embirraram definitivamente com a Ministra. A Ministra também não tem conseguido a capacidade de diálogo que se impõe em situações delicadas como esta. No entanto, casos muito mais caricatos que este acontecem com outras profissões, só que estas não têm possibilidade de se encostarem a sindicatos fortes e duros.
Uma coisa podemos ter a certeza. Enquanto houver um Governo Constitucional é ele que define as regras do jogo em última instância. Quando muito pode recorrer-se à AR ou ao PR. Que mais? Comissão Europeia? Tribunais?
Claro que, quando as posições se extremam, a balança tenderá a pender para o lado do mais forte!... Não admira que haja professores que estejam com medo dos processos disciplinares. E é caso para isso, penso eu!
Sem querer ser desagradável.
Um abraço
António
Não me parece António que o braço de ferro tenha a ver com sindicatos fortes ou fracos mas com a afronta ridicula que alguma vez se fez a uma classe profissional.Gr. abraço
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