Férias..e o paradigma de sociedade?


Praia da Barra - Aveiro                                    Praia da Barra -Aveiro


 


Bem…férias são férias e cada um tem o seu gosto para gozá-las.  Uns gostam da praia e da indispensável máquina digital, outros das belezas do campo e outros ainda de tudo um pouco. Muitos slogans são conhecidos para cativar o “turista” a passar as suas férias de sonho. Há slogans que dizem “vá para fora cá dentro” ou outros “vá ao país dos seus sonhos”, mas o que interessa é que as férias depois de um ano de desgaste são mesmo precisas. Dentro ou fora do país, o que interessa é sair da sua rotina habitual e mudar de ares para retemperar forças para novo ano de trabalho.

Não sou psicólogo nem psiquiatra ou doutro aconselhamento semelhante para invocar a justificação das férias e do lazer como necessários a físicos e mentes saudáveis.

Os tempos da idade média, “idade negra da humanidade” acabaram e não deixaram saudades. Nessa altura, os homens trabalhavam 12/16 horas por dia sem descanso semanal, até ao limite das suas forças, mas esse tempo da escravatura do trabalho acabou, porque outro se justificou com mais vantagens para quem trabalha.

Muito tempo passou e muitas lutas foram travadas com vantagem para quem trabalha, que até parecia ter chegado o tempo do lazer. Menos horas de trabalho, reformas mais cedo, horários mais de acordo com quem trabalha, seguros de saúde e subsídios para melhorar as performances de trabalho. Isto se pensava no séc. XX, na década de 80, mas o virar do século, da passagem do séc. XX para o séc. XXI, tudo se desmoronou e essa sociedade utópica mas que muitos julgavam alcançável desapareceu.

Agora são pedidas mais horas de trabalho, que as pessoas trabalhem até mais tarde, que se acabem com certas pausas, que se reformem só com mais idade e com mais anos de serviço, menos segurança social, e porquê? Porque o Capital e o paradigma da Globalização assim o exigem.

Tudo vai ser pedido com a justificação do injustificável, mas que a sociedade do trabalho não abdique de alguns direitos, nomeadamente o das férias, e que todos se unam e lutem para que não se volte à idade média, a “idade negra da humanidade”.


Ver fotos das minhas férias


 


      Não podia deixar passar este destaque no sapo:





Comentários

  1. Férias são sempre férias... não interessa onde.
    Abraço

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  2. Rosa Silva ("Azoriana")20 de agosto de 2008 às 03:37

    Nada como passar umas férias com um destaque do SAPO. É que vais melhor acompanhado... Beijinhos

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  3. Agostinho, Agostinho, que pessimismo! Concordo que temos que estar atentos e lutar sempre que necessário, mas voltar à Idade Média??!! A História é feita de avanços e recuos, mas, na minha ingenuidade, parece-me que há coisas que já não voltam. Nunca o permitiríamos. Até porque acabar com as férias seria prejudicar uma indústria de turismo que em Portugal já vale mais do que 10% do PIB. Até pela globalização, e pela própria lógica do capitalismo, há coisas que se tornam impossíveis. O capitalismo para continuar a crescer já não pode viver só de meia dúzia de privilegiados, precisa que todos nós sejamos grandes consumidores.

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  4. na perguntinha mesmo aqui ao lado esqueceste te de um grande clube...O Guimarães;)...ate ia ver o teu blog mas com esta falha já não sei s vale a pena;)....
    bjs

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  5. Antigamente havia só trabalho e mais trabalho, árduo e de sol-a-sol, ainda me lembro (penso eu que nos anos 60) o meu pai, que trabalhava na indústria, não gozava quaisquer férias, férias eram só para (os senhores) famílias ricas. Nos tempos de hoje, apesar do nosso governo ter retirado aos trabalhadores algumas regalias é impensável subtrairem-nos o direito às férias, pois são mesmo imprescindíveis.

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  6. Um bom post ...a fazer justiça ao seu destaque.

    gostei

    Um abraço

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  7. Parabéns pelo destaque! Quem fica a ganhar é Parada de Gonta. Este blogue é dum filho de Parada de Gonta que divulga o que acontece na terra de uma forma sentida e cheia de emoção. Parabéns também pelo que faz pela escola e pela sua forma de divulgar o seu pensar.

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  8. Só nos faltava mais essa... mas pelo andar que as coisas tomam!! Não sei, não!

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  9. Manuel, és muito óptimista. Repara nos passos já dados em sentido contrário. Muitas industrias surgirão com muito mais peso na economia. O capitalismo é mestre nestas coisas e até com o cansaço e a doença dum povo floresce qualquer industria ligada à saúde. Todo o cuidado é pouco.

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  10. Concordo Fausto, desde que sejam férias em qualquer lugar sabem sempre bem.

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  11. Parabéns Azoriana pelo teu destaque também. Continua. Bjs

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  12. Não os podia pôr todos bonequinha. Mas faz como quiseres o critério é teu.

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  13. Rosa Silva ("Azoriana")20 de agosto de 2008 às 16:11

    Obrigada!

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  14. Como as coisas estão a ser encaminhadas, não sei não, segundavida.Com o avanço do capitalismo "selvagem" e da proteção que vai tendo dos vários governos, tudo indica que a sociedade de lazer que se pensava que iria vigorar no sec. XXI, desmoronou-se. Todo cuidado é pouco e quem trabalha tem de estar vigilante.

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  15. É só elogios gontinha, mas quem nos recebe fica contente, obrigado.É verdade que vou divulgando o que se faz em Parada de Gonta, muitas vezes até se calhar exagero por gostar do que digo. Faço por Parada de Gonta, como também pela escola com a divulgação dos trabalhos dos alunos e também ainda com algumas criticas ou pensamentos não alinhados com o poder instalado.Gr. abraço

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  16. Como dizes, mfc, pelo andar das coisas não sabemos onde este atropelo, contra os direitos de quem trabalha, irá acabar. É preciso estar atento. Gr. abraço

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  17. É isso. Os senhores que mandam nestas coisas acham que ter um horário de trabalho adequado, ter direito a férias, ter direito a uma reforma em tempo razoável, não são direitos mas sim privilégios.
    Isso para os outros porque, para eles, há sempre um regime especial...
    Nas tuas férias andaste por sítios onde apetece sempre regressar.

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  18. O tal regime especial Peciscas, que os politicos advogam para sua protecção. Para eles não existe aperto do cinto nem maior idade para a reforma. Gr. abraço

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