Ordem dos Professores, para quando?

João Grancho, presidente da ANP, disse que, segundo o estudo, "quase 80% dos professores querem um sistema de auto-regulação, uma Ordem dos Professores". "Como ponto de partida para este sistema, enfatizamos (ANP) a criação de um código deontológico para a profissão de docente, que é a única que trata da formação das pessoas que não tem um código".

Segundo o Jornal de Noticias de 17 de Maio , O estudo baseado numa amostra de educadores de infância e professores do Ensino Básico e do Secundário e que João Ruivo considerou "marcante por não existir nenhum sobre a matéria, com rigor científico, desde 1990", revela ainda que 61% não sente que o seu trabalho seja reconhecido pela sociedade.

 

Baseado num trabalho de 2005, com uma amostra muito mais pequena mas os resultados continuam a ser os mesmos, sendo a conclusão o seguinte:

O inquérito revela que a maioria dos professores estão de acordo com um código deontológico, e tudo farão para valorizar os princípios que se estabelecerem nesse código.

Aquela imagem passada para a sociedade até agora, era com efeito, de um funcionário público que cumpre ordens e reivindica direitos. Ora, essa imagem faz parte do passado e o professor precisa de ser visto como um profissional da sua área que intervém na sociedade para que sejam cumpridos os valores éticos de igualdade de oportunidades educativas para todos os cidadãos e, ao mesmo tempo, prossecução dos padrões de excelência educativa a que todos podem chegar. É este o ideal inspirador que corresponde à nova concepção de professor. Igualdade, isenção, profissionalismo, são o mote para uma nova filosofia de professor.

E agora, o que se pode fazer com um instrumento deste tipo? Está nas mãos dos professores dignificarem e valorizarem a carreira docente e pressionarem no sentido de que esta classe precisa de um Código Deontológico.
Poderá também, ser utilizado como um instrumento de investigação para melhor medir as sensibilidades dos professores e a evolução das suas reacções.
Poderá ainda ser também, ponto de partida para outros códigos mais elaborados que os vários intervenientes na educação requeiram.
Para quando a ordem?

 

       

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Comentários

  1. E que se faria com os sindicatos?

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  2. Crei que não havia incompatibilidades entre as duas estruturas. Enquanto uma defendia os problemas relacionados com a função do professor a nivel laboral a outra teria a ver com os deveres e direitos éticos da profissão.Também concordo que deveria haver uma Ordem dos Professores.

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  3. Acabo de deixar este comentário no blogue Ramiro Marques (Prof. Avaliação) que abriu um fórum de discussão sobre o tema. Também serve de resposta aos comentários até agora deixados aqui. Cito "Penso que se houvesse uma ordem dos professores haveria mais e melhor reconhecimento público da classe. Poderão outros afirmar que os sindicatos também podem fazer esse papel na dignificação ética da carreira, embora creia que não seja a mesma coisa.Enquanto a ordem por razões de ética e deontologia conseguiria unir toda a classe, os sindicatos não lhe cabem essa função.Os sindicatos por razões que nada importam aqui enunciar só conseguiram ao longo dos tempos fazer com que a classe ficasse dividida conforme as opções politicas por dezenas de representantes. Acho que seria uma mais valia se houvesse uma ordem dos professores."

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