Ecos...para o bom senso!.
Depois dos ecos da manifestação de 100 mil professores contra a política educativa do actual governo é altura de repensar e reflectir no que vai mal, nomeadamente neste sistema de avaliação de professores.
Já não falando em todos os males que se foram acumulando, da imagem negativa que se foi criando através desta equipa ministerial sobre os professores na opinião pública, está na hora dos representantes de ambos os lados se sentarem à mesa das negociações, abrindo caminho a uma nova era de diálogo com compromissos sérios para a mudança do descrédito que se criou em volta do sistema educativo e dos seus actores. Não são só os professores os principais responsáveis pelos maus resultados que os nossos alunos apresentam quando confrontados com outros de outros países, mas também todas as politicas que cada um dos governos introduziu e que não surtiram os efeitos desejados. Os professores só cumpriram as directivas que lhes foram emanadas e o resultado é aquele que se vê. Agora que os professores se levantam contra mais um pacote de medidas que vêm alterar completamente a organização das escolas, a relação entre pares, está na hora de ouvir esta classe antes que os responsabilizem por mais um fracasso que se prevê se estas medidas forem implantadas. Se forem para melhores aprendizagens dos alunos, melhor qualidade de escola, melhor participação de todos na vida da escola, que se cumpra, senão, não vale a pena, porque mudar por mudar e para pior, mais vale estar quieto.
Para que este braço de ferro entre as partes acabe, para que não haja perdedores e vencedores, é bom que haja bom senso e se experimente no tempo este sistema de avaliação para aferir da sua exequibilidade.
Cito a posição do ex-comissário europeu, António Vitorino, assumida no seu programa de comentário político, "Falar Claro", na RTP, António Vitorino acrescentou que o sistema de avaliação poderia primeiro ser aplicado de forma "experimental, durante um ano ou ano e meio, mesmo que não seja integral", ou seja, mesmo que não cubra todo o território nacional.[1].
Em entrevista à SIC/Notícias, o Ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, “afirmou hoje que a esmagadora maioria dos professores só será avaliada no ano lectivo de 2008/2009, sendo no presente ano escolar apenas avaliados sete mil num total de 143 mil docentes”.[2]Não é o mesmo e é como tapar o sol com uma peneira, porque todos os procedimentos sobre a complexidade burocrática das fichas têm que ser feitos num tempo que já se esgotou.
Simplesmente pede-se que haja flexibilidade e bom senso.
Acho bem...seria a atitude sensata.
ResponderEliminarOlá Agostinho
ResponderEliminarTenho umas fotografias da Manifestação Nacional em Lisboa, no meu blogue, muito sugestivas.
Costuma dizer-se que uma boa imagem pode valer por milhares de palavras.
Entretanto, pellas reacções oficiais parece que, FINALMENTE, irá imperar o bom senso de não querer à viva força transformar os professores em vez de educadores e avaliadores do estudo dos alunos, em funcionários de secretaria a preencher mapas.
Já lá vai o tempo de andarmos a brincar aos cowboys.
Um abraço
António
Já vi António mas a minif. foi demais.Quando se quer o bom senso pode imperar.Não era preciso toda esta confrontação..Um abraço
ResponderEliminarParece que está a acontecer Maris. Bom senso...
ResponderEliminarA ministra pelas declaraçoes que já fez, revela que o bom senso passou-lhe ao lado.
ResponderEliminarSó na reunião com os sindicatos é que se verá. Esperemos que impere o bom senso.
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