Desenho de Observação - 6º

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Alunos do 6º ano


Através de quatro conceitos básicos sobre o Desenho de Observação: Enquadramento, Composição, Perspectiva e Proporções, os alunos do 6º ano representaram algumas figuras geométricas colocadas à sua frente e desenharam a sua forma de ver realista das mesmas. Assim foram interiorizando alguns conceitos ao representarem através dessas figuras e que só praticando é que se verificam. A noção de Luz-Sombra e Claro-Escuro também foi introduzida para se realçar os volumes.


Ver aqui: Natureza Morta (3 objetos). 


e aqui: Natureza Morta (3 objetos).


e aqui: Natureza Morta ( 2 objetos)


Pequena curiosidade sobre o  desenho de observação.[1]


O desenho pode ser definido como a interpretação de qualquer realidade, visual, emocional, intelectual, etc., através da representação gráfica.


O desenho de observação é sobretudo um meio para se adquirir o domínio sobre os fundamentos do desenho (que não são regras), sobre a percepção visual e sobre o espaço no qual se desenvolve a obra de arte, seja ela bi ou tridimensional, e leva-nos a conhecer todos os elementos que compõem a linguagem gráfica. É um meio para que se conheça a linguagem da arte visual, através de uma investigação da realidade plástica à nossa volta, e para que cada um conheça sua própria maneira de lidar com esta linguagem.


No exercício do desenho de observação desenvolve-se o pensamento analógico e concreto, o senso de proporção, espaço, volume e planos.


A sensibilidade e a intuição são espicaçadas enquanto se passa a apreciar melhor os outros elementos da linguagem gráfica: textura, linha, cor, estrutura, ponto e composição.


Descobertas feitas nos últimos vinte anos revelam que se usa um pensar ligado, predominantemente, ao lado direito do cérebro, quando se desenha por observação (pensamento analógico, holístico, concreto, espacial, etc.) e estas descobertas facilitam a aprendizagem do desenho. No entanto, o lado esquerdo também é usado, principalmente no desenho de volume e no desenho criativo.


Segundo estudos recentes, iniciados pelo Dr. R. W. Sperry no California Institute of Technology e continuados em várias universidades no mundo inteiro, indicam como o ser humano pensa. A professora Betty Edwards utilizou esses estudos para criar o conceito "desenhando com o lado direito do cérebro" no seu livro Drawing On The Right Side of The Brain ("Desenhando com o Lado Direito do Cérebro", Edições Ediouro).


Segundo a mesma fonte este conceito ajudou muito no ensino do desenho de observação, porque realmente precisamos usar os atributos localizados no lado direito do cérebro para desenhar realisticamente. No entanto, os atributos do lado esquerdo também desempenham um papel importante no desenho.


A  mesma fonte diz que a preocupação com o resultado é consequência do domínio dos atributos do lado esquerdo do cérebro. O lado direito trabalha com outros atributos, menos importantes para nossas actividades diárias: analogia, síntese, intuição, conceitos concretos, espaciais, geométricos e holísticos. Daí ganhar peso a concepção de que para o artista, o prazer está no fazer da obra e não na obra produzida. Para quem está desenhar, é o processo no qual está envolvido que é importante e não o produto que resulta desse processo.


Para o aluno é importante lembrar isso, porque não se deve preocupar com o desenho acabado, mas com o processo de aprendizagem e descobrimento. O aluno deve-se preocupar com o entendimento e o domínio dos elementos que formam uma obra de arte visual, e aí o produto será uma consequência natural desse domínio.


 


 Ver mais trabalhos




[1] Excertos tirados de alguns sites e tratados pelo “arte por um canudo”




 




 



Comentários

  1. Muito bem. Interessante e educativo.Parabéns

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  2. Nunca fui uma aluna muito boa a desenho, mas talvez se tivesse tido um professor como tu fosse tudo mais fácil.
    Beijinhos e um bom fds.

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  3. Desenham muito bem. Vão ser artistas.bfs

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  4. Pelo menos que seja educativo Alfredo.Boa semana. Um abraço

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  5. Nunca se sabe Carla Silva (rir...). De qualquer forma desde que se pratique muitas vezes nos surpreendemos com os resultados.Boa semana. Bjs.

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  6. Não estão muito longe disso ana..Nunca se sabe e muitos podem ir muito mais longe.Boa semana.Bjs

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  7. Hoje dei uma leitura na diagonal. Mas desde já muitos parabéns por este artigo.

    Em especial por algo colocado na conclusão: "porque não se deve preocupar com o desenho acabado, mas com o processo de aprendizagem e descobrimento".

    Em troca ofereço-te um artigo inventado por mim para celebrar, no dia 28, o Dia Internacional da Terceira Idade.

    Aqui vai:

    Viva a Eutanásia. Abaixo o Sofrimento.

    O "Axioma Matemático da Eutanásia" é enunciado da seguinte forma: "O doente terminal é que decide se não quer morrer ou se quer morrer. E mais ninguém".

    Em especial a Indústria Farmacêutica!

    Nota: Para aqueles que julguem que eu tenho qualquer coisa contra a Indústria Farmacêutica, aqui vai uma boca que eu costumo dizer:

    Dou um bilião (mil milhões) de vezes mais valor a um comprimido para a dôr de cabeça do que a todos os Deuses/deuses ao cimo da Terra juntos.

    Curiosidade:

    Era uma vez dois velhinhos. Ambos estavam reformados. Ambos recebiam uma pensão baixa. Ela estava internada e cinco vezes por dia rezava ao Deus/deus dela para a levar para junto dele pois sofria muito.

    Até que um dia chegou a Eutanásia. Ela foi para junto do Deus dela e deixou de sofrer. O marido também deixou de sofrer por ela. E passou a receber duas pensões. Tinha deixado de ser pobre.

    Uns anos depois conheceu uma velhina, cujo marido tinha morrido uns anos antes com a Eutanásia. Ela também recebia duas pensões. E tinha deixado de ser pobre.

    E casaram (sem papéis).

    Há cerca de dez (10) anos que são felizes.


    José da Silva Maurício

    mauricio_102@sapo.pt

    http://eunaodesisto.blogs.sapo.pt

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