Reflexão semanal escolar.


Reflexão semanal escolar


 


O regresso à escola aconteceu para milhares de jovens estudantes e também para funcionários e professores, porque estar na escola sem alunos e tratar de toda aquela burocracia nada tem a ver com o sentir da escola. O sentir da escola é constituído de barulhos, de corridas, de reclamações, de protestos, de ansiedades, de expectativas, de choros, de alegrias e muitos outros sentires. Foi o que aconteceu esta semana com o início das actividades lectivas.


Passou uma semana desde o  início das actividades lectivas e tudo na mesma. A discussão principal passa sobre direitos e deveres dos professores titulares que continuam num braço de ferro entre Ministério da Educação e os Sindicatos. Pelo menos os deveres e as obrigações já se sabem e nessa parte parece que o Ministério não abranda, ficando esta categoria de professores nos seus departamentos com a avaliação dos colegas. Como se vão fazer é que não se sabe, embora já haja algumas dicas no ECD e no próprio site do ministério, são alguns parâmetros de avaliação mas não dizem como e quando? Sabe-se também que os professores titulares serão avaliados na forma como avaliam os seus avaliados, neste caso os seus colegas de departamento. Depois ainda haverá aquela percentagem que será dita pelo ministério a que todos chamam “cotas” para se progredir na carreira. Isto em todos os escalões e em ambas as categorias de professores.


Esta semana é marcada também pelos computadores portáteis para os professores e alunos do 10º ano que muito têm sido divulgados pelos nossos ministros e por toda a comunicação social. Até agora só um professor da escola aderiu a esse protocolo e não me parece que outros o façam depois de verem bem as condições a que estão sujeitos. É que o que se diz agora, amanhã pode já não ser assim e foi o que aconteceu com os portáteis dos alunos do 10º ano, que até ontem, dia 21 de Setembro, dizia no site programa e.escolas que tinham de pagar uma certa quantia durante 12 meses e hoje, dia 22 de Setembro,  nesses mesmos  sites de referência dos portáteis já diz que pagam essa mesma quantia mas durante 36 meses. Assim, nunca é de fiar…

Comentários

  1. Cuidado porque ninguém dá nada a ninguém e essas empresas são vistas pelo lucro que têm. Não acredito que ofereçam algo sem contrapartidas. Boas entradas para toda a comunidade educativa.

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  2. Obrigado por comentares no meu blog, um abraço boa continuação

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  3. Também acho que sim!..Valores altruistas são raros.Bom Domingo Nanda

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  4. Pois... sobre o trabalho dos professores titulares e a forma como poderão realizá-lo na avaliação dos professores, ainda só se pode antever o que vai ser, e muito ainda se falará ao longo do ano lectivo.
    Quanto aos computadores portáteis, dizes bem, caro Agostinho: Nunca é de fiar.
    Abraço

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  5. Não fazia ideia da quantidade de trabalho «invisível» que esta profissão realmente dá. Burocracia sem fim, reuniões, montes de papeis (literalmente montes) a manter em ordem, etc, etc.

    Mas ao fim da primeira semana e de ter dado já as primeiras aulas, posso dizer que estou a adorar a experiência, sobretudo as aulas em si e o contacto com os alunos.

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  6. Quando as coisas são postas em cima da mesa sem ser negociadas é sempre de desconfiar. Foi o caso de professor titular e quanto aos computadores acontece o mesmo porque podem ser alteradas as condições a qualquer momento e quem paga é o mexilão.Bjs Leonor

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  7. Pois é Filipe, quando se fala nesta profissão a maioria não sabe do trabalho "invisivel" que se faz. É tanta papelada que o trabalho com os alunos para o ME não tem valor.Mas compensa a nivel pessoal o trabalho com os alunos e isso já tu tiveste a experiência.Boa sorte neste tua nova estapa Filipe. Um abraço

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