Aulas de substituição
Aulas de substituição
Já muito se falou nas aulas de substituição e também no que elas podem significar como aprendizagens para os alunos.
A sociedade reclama-as, os pais apoiam-nas e os professores e alunos rejeitam-nas. O Ministério da Educação, através da Ministra MLR, faz o seu papel na degradação da imagem dos professores com o apoio da Comunicação Social e a Sociedade Civil já está com um pé atrás em relação aos professores depois de tanto ouvir falar, duvidando já de qualquer prestação positiva dos professores.
Os professores já há muito tempo que reclamam que as aulas de substituição nos moldes em que se apoiam, não favorecem as aprendizagens dos alunos e só acarretam dificuldades para todos.
Ultimamente, e ainda hoje (22/11) tivemos a discordância dos alunos na forma de greve por todo o país reclamando que as aulas de substituição no molde em que assentam é inútil, fazendo-os perder tempo com joguinhos que nada têm a haver com as aprendizagens que necessitam.
Reclamam então os professores e alunos que o modelo das aulas de substituição está errado, mas para isso é preciso que o Ministério da Educação os ouça para que possa ser corrigido.
Diz a Ministra que as escolas é que não se sabem organizar, porque têm os recursos para isso. Ora, para que as aulas de substituição fossem levadas a sério, seria preciso que ao furo de Inglês a substituição fosse por um professor de Inglês e assim sucessivamente, o que levaria as escolas a criar uma bolsa de professores com todas as disciplinas representadas. Seria uma solução viável para que a contestação acabasse. A questão que se levanta é como pode a escola criar uma bolsa de professores se o Ministério a recusa? Não pode nem o ME deixa, o que leva a concluir que a ministra MLR não é justa naquilo que diz.
Só para comprovar que os recursos não estão do lado das escolas e estas tudo o fazem para os conseguir, foi-me pedido como fazendo parte de uma equipa no final do ano lectivo anterior (2005/06) um projecto para ocupação dos alunos, os famosos OEA mais conhecidos por aulas de substituição, que depois de elaborado, não foi aprovado por falta de recursos. E não era tão ambicioso que precisasse ter uma bolsa de professores a todas as disciplinas. A ideia principal deste projecto é que se não houvesse professor substituto da própria disciplina, os alunos fossem encaminhados para os clubes que funcionariam numa mancha de ocupação de todos os tempos lectivos. Como atrás se disse não foi possível por falta de recursos.
Também parece a fazer fé no que o Jornal Correio da Manhã diz numa visita de Sócrates à Escola Básica 2+3 Matilde de Rosa Araújo (Matarraque, Cascais) e cito” O Governo quer acabar com os furos nos horários em todas as escolas do País. A intenção, anunciada ontem pelo primeiro-ministro José Sócrates, durante uma visita à Escola Básica 2+3 Matilde de Rosa Araújo (Matarraque, Cascais) esbarra na falta de recursos humanos, materiais e financeiros, segundo juram ao CM várias estruturas sindicais”. Pelo que está dito parece ser e apesar de esta ser uma escola modelo uma queixa generalizada. Como boa nova a Presidente do Conselho Executivo Hélia Rodrigues disse “Na EB23 que dirige, os furos são preenchidos com várias actividades: aulas TIC, biblioteca, ludoteca, clubes do ambiente, da jardinagem e bricolage, iniciativas desportivas”.
Era isto que o grupo de trabalho do qual eu fazia parte queria implementar só que, mesmo assim esbarrou na falta de recursos.
Na minha ex-escola também não houve recursos para implementar actividades de interesse educativo e com continuidade, para os "furos", a começar por falta de uma sala disponível. Mas, se penso que com condições e recursos seriam positivas essas substituições no Básico, já acho que não se justificam no secundário e, mais, é absurdo esse alunos mais velhos terem falta se não comparecerem nos tempos de substituições, pelo menos quando não é possível terem aula mesmo, da disciplina a que houve ausência do professor. É natural que se revoltem contra as substituições, sentem-se tratados como criancinhas.
ResponderEliminarTudo tem corrido à feição do ME e da Senhora Ministra.Os professores calam-se e aceitam tudo mesmo a forma como ela diz as coisas a responsabilizar os professores como se estes fossem os culpados das tais aulas não serem do agrado de ninguém. Com os alunos a protestarem as coisas vão mudar de rumo. Esperem para ver.
ResponderEliminarComo mãe não posso concordar com aulas de substituição em que as mesmas não vão de acordo com a disciplina em questão. Muitas vezes nessas aulas a minha filha fica a fazer jogos com as amigas e outras coisas mais. Porque não aproveitar essas aulas para algo mais interessante?
ResponderEliminarBeijinhos e um bom fim-de-semana.
Eu n ando na escola mas axo k as aulas de substituiçao por um lado n tem mt sentido pois e forem dados por professores k n sao da disciplina axo k nem valem a pena, sim as aulas de substituiçao mas com professores da mesma disciplina...
ResponderEliminarUma critica ao sistema, para reflectir!
ResponderEliminarAqui continuamos neste país... do faz de conta! Professores (nem todos) a ganharem muito acima da média ( 1000, 2000, 3000 euros por mês), têm mais regalias que qualquer outro cidadão deste país ( à excepção dos políticos, mas isso é um caso à parte) ! Saúde comparticipada e de borla, eu se tiver que ir a um dentista tenho que pagar, sem qualquer tipo de comparticipação, e desconto mais do que os professores! E não é tão barato quanto isso! Tenho 22 dias úteis de férias + 3 ! Os professores parece que têm ferias intermináveis! Faltavam quando queriam e ninguém lhes tocava, descontando em dias de férias, em que só iam assinar a folha de manhã e de seguida novamente para férias! Além disso um trabalhador normal tem 40 horas semanais de trabalho mais aquelas que acumulam sem registo, os professores quantas têm em horário completo? Queixam-se de profissão de desgaste? Esquecem-se de todos os outros, que trabalham à chuva, ao calor, a apanhar o lixo que todos nós fazemos, a cavar a terra, a trabalhar nas obras e por aí além ( que ganham em média 400 euros não declarados, ou seja quando chegarem à idade da reforma se ainda houver, recebem uma miséria)...E depois os políticos com a vossa conivência deixaram este país evoluir para o lado pior da educação, que é a falta dela! Quando aparece uma ministra a dizer que têm que dar aulas de substituição, não apetece, não funciona! Pois não! Politizam as aulas, juntam-se em grupos a partir cascalho e por aí adiante! Se não apetece dar aulas ou menos dêem aulas de civismo que muita falta faz a este povo.
Meus amigos produzam, trabalhem, apliquem-se, eu no sector privado tenho que o fazer, senão tenho a porta aberta a todo o momento! Avaliações, têm que ter, senão é a desgraça que tem sido, eu também sou avaliado diariamente... se cometer erros sucessivos também terei que me dedicar a outro tipo de trabalho! A culpa é do bloco central que tem governado o país! Criaram sistemas para ganhar eleições e estar no poder e vocês apesar de tudo também são vitimas desse sistema, porque pensam que é tudo um mar de rosas, porque vos venderam essa ideia! Venham até ao sector privado depois podem ver o que custa...
Por acaso anónimo não queres dizer a tua profissão? Uma profissão que anda ao sol à chuva e ao frio e só ganha 400 euros e no fim ainda é avaliada.Gostaria de saber qual é essa profissão que é tão desgastante e não pode cometer erros.Tem 22+3 dias úteis de férias, já não é mau em relação aqueles que nem as tem.O seu mal não é dos professores ganharem muito e não fazerem nada, mas simplesmente de inveja. Em vez de lutar pelos seus direitos ataca os dos outros e pensa assim que será recompensado.É como atirar areia aos olhos dos outros para que não olhem para o que eu faço.Boa tarde.
ResponderEliminarNão sou eu que ganh 400€. Ganho um pouco mais...mas posso dizer que há pessoas a viverem assim! Agora esta a senhora toda ofendida... é mentira tudo o que disse? Inveja é coisa que não tenho! Mas há pessoas que quanto mais têm mais querem! Lutar por direitos? E os outros? Uma coisa que deveria aparecer na porta de escola era o ordenado de cada um de vós...como têm as empresas e aí veríamos a produtividade. Professores a ganharem 3000 euros por mês a terem horários de 20 horas semanais, é bom! Ainda querem mais, progessoes automaticas nas carreiras como tinham até à bem pouco tempo? Assim é fácil falar, de barriga cheia! Lembrem-se que uma parte da população está no limiar da pobreza. Direitos!!!! Direitos!!!! E os deveres???? Lutem mas é contra a requalificação e novos cursos e não continuarem a formar professores para o desemprego. Cumprimentos
ResponderEliminarSr. anónimo pode apontar um professor que ganhe 3000€ por mês?É que eu desconheço seja quem for que ganhe esse ordenado e seja professor. Olhe que eu estou no 8º esclão quase em fim de carreira, quero dizer estou no topo e já com muitos aninhos de serviço e só ganho 1340€ iliquidos. Não preciso pôr nas portas da escola quanto ganho. Se pegar nos decontos é ver quanto trago para casa e não tenho vales de desconto nem carros ou gasolina à conta da empresa. Sem outro assunto.
ResponderEliminarEm primeiro lugar gostaria de mandar um grande abraço ao meu amigo do peito, Agostinho, fico contente por saber que a gripe já te passou, seguramente um antibiótico tintinho fez efeito rapidamente.
ResponderEliminarEm segundo lugar gostaria também de dar a minha opinião e esclarecer o sr . anónimo, pois esse sr . tem direito à sua opinião mas, também não pode criticar muito os outros, às 19h e 4 min , já estava em casa? será que trabalha no turno da noite à chuva e à neve ou será que tem um bom patrão que o deixa ficar até mais tarde e consultar a internet, ou será ele próprio patrão, é que com a fuga ao impostos que andam por aí no que diz respeito aos trabalhadores por conta própria, fica sempre a duvida. Bom não quero com iisto de modo algum ofender alguém estou apenas a dar a minha opinião que poderá ser tão valida como outra qualquer. Mas gostaria que reflectisse um pouco também antes de dizer que os profs são uma cambada de parasitas. Ninguém está contra as aulas de substituição apenas contra os moldes como elas estão a ser feitas. Gostaria também que reflectisse, no quanto gasta em média um professor que se encontra a leccionar a 90km ou mais de casa, com todas as despesas que lhe estão inerentes, já para não falar dos vários perigos que poderão advir dessa situação (Maus acessos,intemperis , enfim...) . Também não conheço nenhuma outra profissão que tenha que "atender 29 ou 30 clientes ao mesmo tempo", também não conheço nenhuma outra profissão que de 45 em 45 minutos tinha que "picar o ponto". Se o o sr . anónimo tiver filhos ficará de veras satisfeito que o seu educando tire boas notas, se estudar diariamente , tiver um comportamento aceitável , seguramente que qualquer professor terá todo o gosto em dar o seu melhor para que o seu filho tenha sucesso, mas deixei-no trabalhar, não veja o professor como o mau da fita nós também temos que dar no duro todos os dias. Já agora relativamente às férias não é bem como se diz, ser-se professor não é só dar aulas, o anónimo certamente que assim que sai do trabalho tem o dia ganho e o resto do tempo para fazer o que bem entender. Nós temos aulas para preparar, testes para corrigir............ E o período de interrupção lectiva é apenas para os alunos Há avaliações para fazer há mil e um papeis para preencher, agora pelo Natal teremos apenas 3 ou 4 dias para descansar, seguramente que o sr . também os terá.
O problema das escolas não são os professores, não discordo consigo no que respeita à falta de profissionalismo de alguns, mas qualquer profissão os tem, cabe também ao pais ter uma intervenção activa não é só criticar, nós sem o seu apoio não conseguimos fazer nada. Os média falam em resultados fracos, abandono escolar e a seguir falam de uma greve de professores ou de uma manifestação. Se calhar ao ouvir os telejornais dos últimos tempos e se não fosso professor devoto, seguramente que iria ter a sua opinião mas tente informar-se convenientemente e verá que é preferível partir pedra com um moto-pico e acartar baldes de massa, que dar aulas, falo por conhecimento de causa já fiz isso e continuo a fazer quando preciso e não tenho qualquer tipo de vergonha são opções que se fazem na vida, pedem não ser as melhores, mas foi a que fiz. Como se diz na minha terra "quem é burro que estude"
Nem é só de ouvir quem lhe apetece que fica a saber o que se passa com os professores, sr. anónimo.Um abraço Zé Carlos.
ResponderEliminarDESCREVE-ME
ResponderEliminar*Descreve-me numa só palavra. **(Apenas uma)
Este é um desafio k faço a todos os amigos para mais pormenores vai ao Incertos Momentos... Beijinho
A minha filha mais nova ( a GiraFlor) seria a pessoa mais indicada para aqui deixar a sua opinião. É aluna do 11º ano e há muito que disse cá em casa, que é contra as aulas de substituição nos moldes em que a maior partes das mesmas funcionam. No entanto também já teve aulas de substituição com professores da mesma área e que aproveitaram a aula para tirar dúvidas e fazer exercícios tendo em vista o próximo teste. Sorte? Talvez, mas jogar cartas, dominó ou falar de outra coisa qualquer, acho uma falta de respeito por quem anda a estudar e por quem anda a pagar esses mesmos estudos. Grande abraço com votos de um excelente fim de semana.
ResponderEliminarPassei para desejar bom fim-de-semana e desculpe o laconismo, mas estou a passar um curto período de pausa e nesta localidade onde estou tenho imensa dificuldade de acesso à Internet.
ResponderEliminarNão sou contra as reformas. Elas são úteis e necessárias sempre que se justifiquem.
ResponderEliminarSimplesmente, há que avançar para as reformas dando algum tempo para as pessoas respirarem . Este governo, parece-me, está a atacar em demasiadas frentes ao mesmo tempo.
A perturbação social que esta situação está a causar é flagrante. Estaremos a seguir pelo melhor caminho?
Tenho as minhas dúvidas. Pelo menos confuso ando. E isto não ajuda nada, até porque, segundo ouço e vejo, há muita gente nas mesmas condições.
Não serão reformas a mais!?...
sou a favor de uma formação abrangente pela parte do professor nos moldes dos antigos gregos. mas tal como eles observaram e muito bem, nós nao temos o conhecimento todo. por isso é mais que obvio que as aulas de substituição nao podem funcionar nos moldes que o ministerio propoe. mas será que nao veem isso? ou nao querem ver?
ResponderEliminaràs vezes penso, ou sou muito esperta ou muito estupida.
afinal, agostinho, o cabo das tormentas era mesmo aqui e nao la na ponta de africa. mas olha, uma coisa sao balanços, outra coisa sao balanços num temporal. se es agnostico desixas de o ser.
abraço da leonoreta
Há apenas um motivo pelo qual eu sou contra as aulas de substituição. Toda a gente diz que as crianças têm que ser crianças não podem trabalhar muito para não se traumatizarem, não podem levar muitos TPC porque é antipedagógico quando chegam a casa têm que descansar e ver a Floribela e e os Morangos com Açúcar , e na escola têm que ter aulas das 8.30 até às cinco e meia se interrupção , tirando os intervalos de 5 ou 15 minutos reservados à fila do das sanhas ou do bar, porque neste curto espaço de tempo só dá para isso. Afinal quando é que estas crianças brincam, terá logicamente que ser dentro das aulas. Eu tive muitos feriados enquanto andei a estudar, tirei uma licenciatura nunca reprovei, mas fiz uma coisa que os alunos não fazem hoje em dia que é estudar. Salvo raras excepção são muito poucos aqueles que estudam.
ResponderEliminarPois aí está o cerne da questão Zé Carlos. Os meninos não podem levar trabalhos para casa porque é antipedagógico e ainda porque os pais vêm cansados e já não estão com paciência para os ajudar, mas para estarem na escola desde manhâzinha até à noite já é pedagógico, isto pelo que vejo na maioria daqueles que se manifestam.Os pais não querem é aturar os filhos, não querem educá-los nem saber como eles vão.Que sociedade é que se vai construir assim?Uma sociedade com os filhos de "ninguém".
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